sábado, 21 de novembro de 2015

Saúde bucal: clareamento, beleza e saúde

Clareamento natural
Alimentos pigmentados, como vinho, açaí, beterraba, café, não são muito bem-vindos para quem deseja ter dentes brancos. Por outro lado, existe um grupo de frutas e legumes que dão uma mãozinha para manter o sorriso brilhante. A nutricionista Camila Monteiro fez uma lista com itens que você precisa incluir em seu cardápio.
1 – Brócolis: rico ferro e cálcio, forma uma barreira de proteção para o esmalte dos dentes. Como é crocante, estimula a produção de saliva, diminuindo o surgimento de manchas, já que o contado do esmalte do dente com os alimentos e bebidas ácidas é menor.
2 – Gengibre: anti-inflamatório natural, auxilia na saúde da mucosa bucal, promovendo um sorriso mais branco e bonito.
3 – Cenoura: rica em vitamina A necessária para manter o esmalte dos dentes saudável, além de estimular a salivação.
4 – Cebola e alho: ingeridos de forma crua, para manter seus ativos, possuem compostos de enxofre e tiossulfatos, responsáveis por diminuir de forma natural as bactérias que causam cáries.
5 – Maçã: conhecida por limpar as placas, polir os dentes e as gengivas, ajuda a manter os dentes mais brancos, aumenta a produção da saliva, elimina o mau hálito e protege a saúde oral.
6 - Laranja e limão: possuem vitamina C, que favorece o branqueamento e a limpeza dental. Têm propriedades limpadoras, promovendo branqueamento dental.
7 – Morango e uva: por serem ricos em ácido málico, favorecem a redução de manchas e descolorações dental. 
“É importante ressaltar que não há milagre, mesmo consumindo esses alimentos com certa frequência, é essencial manter as recomendações de higiene bucal de seu dentista”, lembra Camila.

Fisionomia mais bonita
Sabia que a língua tem uma posição certa para ficar dentro da boca? E sabia que se ela está acomodada de forma errada pode até mudar sua fisionomia? A forma correta é ficar apoiada com suavidade no palato da boca, o famoso ‘céu da boca’. A ponta da língua fica em contato com a chamada papila palatina e o restante se apoia na parte mais alta do céu da boca, isso quer dizer que ela fica curvada.
“Quando a língua não está bem colocada contra o palato duro significa que está baixa na cavidade oral e isso faz com que a boca fique aberta ou entreaberta. O tônus da língua diminui e, dependendo do tempo que a boca fica aberta, a pessoa pode ficar com as bochechas mais caídas e os lábios também alterados, sendo que o inferior fica evertido (virado para baixo) e o superior, sem contato com o inferior fica mais curto”, diz a fonoaudióloga, Irene Marchesan, presidente da Associação Brasileira de Fonoaudiologia.
Para saber se sua língua está na posição certa, faça o teste. Normalmente, ao manter os lábios fechados e a respiração pelo nariz, a língua fica naturalmente no lugar certo. “Como a boca não está aberta você não pode ver, mas com estudos de imagem isso já ficou comprovado. Boca fechada – língua bem posicionada”, afirma a especialista.
Se o problema já está instalado, para tratar, é preciso fechar um diagnóstico. Irene explica que, em geral, quem respira pela boca tem a língua fora do lugar, pois como ela está apoiada na mandíbula, ao abrir a boca, ela acompanha a mandíbula, ficando distante do palato duro que é seu local ideal. “Se o problema for a respiração, teremos que ver um otorrino para saber se é caso de tratamento medicamentoso ou de cirurgia das amidalas e ou da adenoide. Se não há razão problema com a respiração a causa pode ser mecânica ou viciosa”.
Em média, quando a causa já foi solucionada, o tempo para fechar a boca e a língua ir para seu melhor local em adultos é de 2 a 3 meses de terapia. Em crianças, o tempo é maior, podendo chegar até 8 meses, mas a média costuma ser de seis meses.
Prevenção desde criança 
É importante observar se a criança mantém a respiração pelo nariz, em segundo lugar, a oclusão (mordida) deve estar correta e, em terceiro lugar, a alimentação deve estimular a mastigação, sem papinhas líquidas e sem usar mamadeira e chupeta por muito tempo. “Levar seu filho ao dentista desde cedo para consultas periódicas é muito importante mesmo que ele não tenha nada aparentemente”, diz Irene.
A língua tem várias funções, falar, mastigar engolir os alimentos, limpar a boca, dar beijo, lamber sorvete. Se a língua está saudável em termos de tônus, se está em contato com o palato duro (isso só é possível se a boca fica fechada) e se o frênulo da língua é normal (pele que liga a parte de baixo da língua com o assoalho da boca) tudo dará certo.
A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l A boa notícia é que apenas com a execução de exercícios fonoaudiólogos é possível tratar a língua presa. 
O frênulo normal deve começar no meio do chão da boca e ir até o meio da língua. Mas, em alguns casos, a membrana pode ser curta ou longa demais o que impede a mobilidade necessária para falar.
Em bebês, o problema dificulta a amamentação, pois é mais difícil sugar o leite. Daí, muitas vezes, ocorre o desmame precoce e a mamadeira entra na vida da criança.
Exercícios ou cirurgia simples curam língua presa.
Para detectar o problema mais cedo, é indicado o teste da linguinha que é simples e indolor. O profissional eleva a língua do bebê e checa se o tamanho e posição do frênulo estão adequados.

Falando em língua... 
Uma língua saudável deve ser rosa, consistente, ter uma superfície lisa e homogênea e medir aproximadamente 10 centímetros. Assim, quando ela se apresenta muito diferente disso, é bom ficar atento, pois pode ser que alguma coisa no corpo não esteja indo bem. Variações na língua podem indicar doenças, problemas emocionais ou até falta de algumas vitaminas.
“A língua pode ser um bom medidor da saúde. É importante observar se sua mobilidade está firme, se não apresenta tremores em seus movimentos, inchaços, alterações de volume, cor, aspecto, ardências e/ou modificações de forma e contorno”, diz Celso Sanseverino, cirurgião-dentista, especialista em Saúde Oral pela Faculdade de Ciências Médicas (Unicamp).
Alterações nesses quesitos citados pelo especialista podem indicar algumas doenças como câncer, AIDS, anemia, estomatite, reações alérgicas, diabetes, hipotireoidismo, apneia do sono, entre outras. Por isso, Celso ressalta que é sempre bom fazer um “check up” durante as higienizações do dia-a-dia.
Por exemplo, se placas brancas são observadas no dorso da língua, pode ser que a higienização não esteja sendo feita corretamente, o que pode resultar em halitose. Já se houver inchaços estranhos, é necessário fazer exames para detectar tumores. Uma língua muito lisa pode indicar anemia. Febres altas a deixam muito seca e vermelha. Até mesmo pequenas lesões podem indicar algo mais sério.
“A língua é uma das partes do nosso corpo que cicatriza mais rápido. Pessoas com lesões que persistem por mais de três semanas devem buscar o auxílio profissional competente a fim de receber um diagnóstico correto e já iniciar algum tipo de tratamento, caso seja necessário”, diz Celso.
Indicador emocional 
Alterações emocionais costumam causar uma série de reações orgânicas no corpo, e com a língua não é diferente. O alto nível de estresse e ansiedade (por causa do aumento da adrenalina) causa uma diminuição do fluxo salivar, o que pode gerar outras alterações nesse órgão. “Podemos observar, desde pequenas lesões que provocam ardência e desconforto, a inflamações, lesões aftosas e doenças oportunistas, especialmente fúngicas”, diz Celso.
Falta de vitamina 
Para o especialista, embora a analise da língua não seja a mais indicada para detectar carência de vitaminas (hoje os exames de sangue são bem mais simples e precisos para esses fins), é possível perceber através dela algumas deficiências nesse campo.
“A presença de pequenas lesões pode significar deficiência das vitaminas A e C. Uma língua esbranquiçada (e bem higienizada) pode ser falta de biotina ou ferro. Uma língua avermelhada, excluindo a possibilidade de aumento de volume por inflamação, pode significar carência das vitaminas B2, B3 e E”, diz Celso.
Higienização correta 
A higienização da língua deve ser feita sempre junto com a higiene dos dentes, ou seja, após as refeições, com o uso da própria escova de dente ou com o auxilio de raspadores linguais. “Placas bacterianas presentes na língua levam a uma predisposição a doenças sistêmicas importantes. Portanto, aquela frase que diz que a saúde começa pela boca não é apenas um simples jargão”, diz o especialista.
Saiba o que a língua revela sobre sua saúde
A língua pode ajudar a desvendar problemas que vão muito além da boca e da garganta. 
É importante que médicos, dentistas e, principalmente, os pacientes levem a sério essas considerações e fiquem atentos a qualquer alteração que persista por muito tempo. 
A recomendação é utilizar limpadores linguais, que devem ser friccionados do fundo para a ponta da língua, pelo menos uma vez ao dia, com cinco a sete repetições em cada higiene bucal que esteja incluída. 
O grupo de fumantes e pessoas que usam muitas medicações precisa ter cuidados extras para preservarem as papilas gustativas. 
Cuidar da língua é tão importante quanto cuidar dos dentes.

Fonte:
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/uva-clareia-os-dentes-veja-outros-alimentos-branqueadores,6c324bd75fda01832de0c95a5c1fc9447vatdpgl.html
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/mais-bonito-lingua-no-lugar-certo-pode-mudar-a-fisionomia,e385395116f4902cc17aad99915de6568rxss7df.html
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/rosa-e-lisa-saiba-como-deve-ser-a-lingua-saudavel,a42237ce8283c410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

sábado, 14 de novembro de 2015

Saúde bucal: higiene, mastigação e queratina

Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso sua gengiva doa ou sangre quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver passando por um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.

Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter seus dentes e gengiva em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cárie, gengivite e outros problemas bucais.

Você mastiga corretamente? 
Segundo o cirurgião dentista Luís Marcelo Sêneda, da SM Oral Care Clínica Odontológica, a mastigação inadequada pode causar dor, inflamações e disfunção da articulação temporomandibular. “Alguns problemas bucais, como a DTM ou a má oclusão, podem prejudicar a mastigação”, diz o dentista.
Mastigar corretamente assegura um processo de digestão mais equilibrado e ajuda o cérebro a entender a saciedade, evitando o consumo excessivo de alimento. “A forma correta de mastigar é fazer movimentos verticais e circulares que permitem uma mastigação efetiva e beneficiam a contração ligeira dos músculos da língua e da boca como um todo”, afirma Sêneda.
O dentista explica que o posicionamento dentário incorreto (má oclusão) influencia na mastigação, o que pode comprometer até a fonética. Isso implica, ainda, na saúde emocional. “A saúde global também requer saúde psíquica, emocional e não apenas a saúde física. Muitas vezes dores na face ou insatisfação com a estética podem estar associadas à má oclusão e isso causa o chamado desconforto emocional. Conviver com dor pode levar ao mau humor”.
Se você desconfia que tem algum problema mastigatório, o melhor caminho é procurar o dentista. O tratamento depende do diagnóstico, que pode ser ATM, ortodôntico ou mesmo dor de dente.
Autoexame da mastigação correta
Mastigar é um ato mecânico, automático, que não recebe a menor atenção no dia a dia. Acontece que a maneira de mastigar e o número de repetições é muito importante para que o restante do processo de digestão do alimento seja concluído com sucesso, além de interferir diretamente na saúde bucal. Para ver se há algum problema, basta fazer o autoexame. É só ficar na frente de um espelho e observe atentamente dois pontos: se um ombro é mais alto do que o outro e se, ao sorrir, o meio dos dentes de cima não está alinhado com o meio da arcada de baixo. Caso haja alteração, é hora de procurar um especialista.
O desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida, com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite estimula a musculatura facial e é muito importante para o desenvolvimento ósseo. Bebês que não mamam podem se tornar adultos que só respiram pela boca e, com isso, mastigam apenas de um lado para conseguir respirar durante a refeição. A goma de mascar pode ser uma boa fisioterapia para as glândulas salivares. O ideal é mascar por 20 minutos, duas vezes ao dia. Isso aumenta a salivação, como também massageia as glândulas salivares.
Confira algumas dicas:
1. Mastigue os alimentos pelo menos trinta vezes (dependendo se são sólidos, pastosos ou líquidos); 
2. Além dos movimentos verticais, faça movimentos circulares com a mandíbula, durante a mastigação; 
3. Distribua os alimentos homogeneamente nos dentes do lado direito e do lado esquerdo; 
4. Solte os talheres para prestar atenção no ato de mastigar. 
5.Coloque pequenas quantidades de alimento na boca e mantenha a boca fechada.

Dentes X Cabelo (banguela e careca)
Um estudo da NIH – National Institutes of Health – dos Estados Unidos, apresentado no Encontro Anual da Associação Internacional de Pesquisa Odontológica (IADR), mostrou que algumas alterações capilares podem estar relacionadas com problemas dentais.
Isso porque a queratina do cabelo é um componente essencial do esmalte dos dentes, e suas alterações podem levar a problemas bucais, como o aumento de cárie. A explicação é que o cabelo e os dentes vêm da mesma origem embrionária.
O cabelo é feito, essencialmente, de filamentos de queratina, enquanto os dentes são compostos, principalmente, por proteínas do esmalte. Quando essas proteínas são degradadas, são substituídas por minerais, com exceção de uma pequena fração de material orgânico. “É nesta pequena fração que os investigadores avaliaram a presença e características da ação de queratina do cabelo”, explica o tricologista, Adriano Almeida, diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo.
Os pesquisadores descobriram que determinadas mutações das queratinas de cabelo estão associadas à alteração na estrutura (brilho) e a uma redução na dureza dos dentes. “Em resumo, as queratinas dos cabelos são componentes essenciais do esmalte do dente, e suas mutações estão associadas com um risco aumentado de cáries ou outros problemas dentários. Estas proteínas ‘compartilhadas’, portanto, formam uma ligação entre a saúde e a beleza dos cabelos e dos dentes”, diz Almeida.
Ajude a criança a lidar com a fase banguela
Quando o primeiro dente fica molinho entre 5 e 7 anos , é um momento marcante para pais e filhos. É sinal de que o pequeno está crescendo. No entanto, essa experiência pode deixar os pais inseguros e as crianças com medo de que a experiência seja dolorosa. A boa notícia é que especialistas recomendam deixar o dente cair naturalmente. Para a psicóloga Cecília Zylberstajn, a situação também deve ser encarada com naturalidade pelos pais, sem ter necessidade de preparar a criança antes de o dente cair. Falar que o dente vai cair pode atrapalhar e deixar a criança mais ansiosa, diz. Segundo a especialista, o melhor é conversar sobre o assunto depois que acontecer. Explique que a janelinha é temporária, que o dentinho novo está embaixo e vai empurrando o de cima para nascer, e, quando cair, é sinal que o dente novinho já está chegando. Para arrancar o dente de leite é preciso verificar se está mesmo na hora. Com um pedaço de gaze ou algodão, balance o dentinho e veja se está solto. Caso ele já esteja quase completamente solto da gengiva, basta dar uma puxadinha. Mas, se ainda estiver duro, espere mais um pouco. A história da fada do dente pode ajudar a driblar a ansiedade da criançada. Existem algumas versões, mas que sempre acabam com uma recompensa. Ao cair o dentinho, alguns pais dizem para os filhos guardarem embaixo do travesseiro para esperar a fada vir buscar. Em troca, ela deixa uma moeda ou um presente. Há também quem prefira jogar o dente no telhado e fazer um pedido. A historia lúdica pode ajudar a criança a entender a fase que está passando. Pode ser que seu filho seja o primeiro da turma a perder o dente de leite. Isso pode virar motivo de brincadeira entre as crianças. Mas, caso a situação esteja incomodando, tente explicar que todos vão passar por isso e que daqui a pouco a classe toda estará banguela. Também é válido falar com a escola e pedir para orientar as crianças sobre o assunto, para todas saberem que passarão pelo mesmo processo, diz Cecília.

Fonte:
http://www.colgate.com.br/app/CP/BR/OC/Information/Articles/Oral-and-Dental-Health-Basics/Oral-Hygiene/Oral-Hygiene-Basics/article/What-is-Good-Oral-Hygiene.cvsp
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/sera-que-voce-faz-certo-dentista-ensina-a-mastigar,93042785aa9e52ee1fcdc19b22dc85cc18o389oe.html
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/careca-e-banguela-dentes-e-cabelo-tem-ligacao,bcd291e883d519edcce7192b42fce21awzzfipo6.html

sábado, 7 de novembro de 2015

Vermes

Os sintomas de vermes surgem devido à ingestão dos ovos desses microrganismos, que estão presentes na terra, carnes cruas ou superfícies sujas, e que se desenvolvem no intestino, provocando sintomas de vermes intestinais, como:
Dor abdominal, inchaço ou excesso de gases;
Cansaço e fraqueza muscular;
Coceira no ânus ou na região íntima das mulheres;
Diarreia intercalada com prisão de ventre;
Presença de vermes no papel higiênico ou nas fezes.
Porém, em alguns casos, os ovos dos vermes podem se desenvolver antes de chegar ao intestino, provocando sintomas de vermes no estômago que incluem náuseas, vômitos, azia ou sensação de movimento no estômago.
Outros sintomas de vermes em adultos como perda de peso, falta de apetite ou fezes escuras podem surgir nos casos mais graves, quando a infestação de vermes dura por mais de 6 meses.

Sintomas no bebê e em crianças
Vômitos, diarreia ou cólicas;
Falta de vontade de brincar;
Barriga inchada, que não desaparece após massagem abdominal;
Coceira no ânus, especialmente à noite, dificultando o sono;
Presença de vermes na fralda, ânus ou fezes do bebê;
Pele amarelada;
Retardo no crescimento.
Os sintomas de vermes na infância surgem, principalmente, nos bebês com mais de 6 meses de idade, pois têm maior contato com o chão e a sujeira. Nestes casos é importante consultar o pediatra para iniciar o tratamento adequado.
Para observar a presença de vermes no ânus do bebê, os pais podem utilizar um pedaço de fita crepe colorida ou durex, especialmente durante a noite.

Prevenção
Para evitar a infestação com vermes são recomendados alguns cuidados como:
lavar frequentemente as mãos (especialmente após defecar ou antes de cozinhar);
manter as unhas aparadas;
cozinhar bem a carne;
lavar os legumes antes de utilizá-los. 

Tratamento


Deve-se consultar o clínico geral em caso de sintomas de vermes, uma vez que existem diversos tipos de vermes, como a solitária, a giardia ou o oxiúros, que devem ser tratados com remédios diferentes, como Albenazol ou Mebendazol, pelo menos 1 vez por ano.
O melhor tratamento para vermes é tomar um remédio para vermes que pode ser comprado em qualquer farmácia, mas o seu uso varia de acordo com o tipo de verme e, por isso, é necessária uma consulta médica antes de tomá-lo.
Os remédios para vermes, como Albendazol e Licor de cacau Xavier, devem ser tomados pelo menos 1 vez ao ano, ou de acordo com a recomendação do médico ou do farmacêutico. Os remédios para vermes, geralmente, são vendidos em dose única, sendo eficazes contra a maior parte dos vermes.
A presença de vermes no organismo é maléfica, pois eles podem aumentar de número e infestar órgãos importantes, inclusive o cérebro, onde provocariam alterações importantes no sistema nervoso central. Realizar um exame de fezes anualmente e tomar um remédio para vermes, anual ou semestralmente, de acordo com a ordem médica, pode ser uma boa estratégia para se proteger de complicações das verminoses.

Alguns exemplos de remédios para vermes são:
Albendazol;
Licor de cacau Xavier;
Mebendazol;
Zentel.

Alguns remédios naturais para vermes (complementares)são:
Sementes de abóbora;
Hortelã-pimenta com leite;
Chá de mamão com arruda;
Chá de rábano-silvestre.

Os remédios para vermes devem ser ingeridos com regularidade, especialmente por pessoas que mantêm contato com animais embora os indivíduos que possuem um maior risco de terem vermes intestinais são as crianças, idosos e os adultos que habitualmente comem fora de casa.
Vários tipos de vermes diferentes podem infestar as pessoas e sua detecção, em geral, se faz quando alguma doença derivada da parasitose se manifesta. Por isso, fazer um exame de fezes anualmente e tomar um anti-helmíntico pode ser uma boa estratégia para se proteger de complicações das verminoses.
O exame de fezes detecta, em geral, grande parte das verminoses. Identificando o parasita é possível tratar o problema de maneira mais específica.

Leite aromatizado com hortelã pimenta - é uma planta medicinal com ação vermifuga natural que mata e elimina os parasitas.
Ingredientes
4 talos e 10 folhas verdes de hortelã pimenta
300 ml de leite desnatado
1 colher de mel
Modo de preparo
Colocar o leite e a hortelã numa panela até ferver. Depois deixar a mistura esfriar e acrescentar o mel. O leite deve ser tomado morno 1 hora antes do café da manhã e o processo deve ser repetido 7 dias depois, totalizando 2 doses.

Mamão e arruda - a arruda é um potente vermifugo.
Ingredientes
1/2 colher das sementes de mamão
1 colher de folhas secas de arruda em uma panela
1 litro de água
Modo de preparo
Colocar os ingredientes numa panela e deixar ferver. Depois coar e beber morno, durante o dia.

Rábano-Silvestre
Ingredientes
1 litro de água
4 colheres (de chá) de folhas secas de rábano-silvestre
Modo de preparo
Ferver a água e acrescentar as 4 colheres (de chá) de folhas secas rábano-silvestre, deixar repousar por 5 minutos, coar e tomar de 2 a 3 xícaras por dia

Para evitar que os vermes é preciso ter cuidados básicos de higiene, não andando descalço, evitando o contato com águas poluídas e lavando muito bem todos os alimentos que não são cozidos antes de comer.

Fonte:
http://www.tuasaude.com/sintomas-de-vermes/
http://www.tuasaude.com/remedio-caseiro-para-vermes/
http://www.tuasaude.com/remedios-para-vermes/

sábado, 31 de outubro de 2015

Massagem Modeladora

Umas das técnicas mais utilizadas para a quebra de células de gordura é a massagem modeladora. É importante sempre lembrar, que a massagem modeladora associada a outras ténicas tem o resultado mais eficaz, administrada sempre com no mínimo duas vezes a semana em dez sessões, sendo o suficiente para garantir a melhora.
A ingestão hídrica (mínimo dois litros de água ao dia), adequação alimentar e atividades físicas aeróbias e anaeróbias, favorecem a eliminação da celulite.
A celulite tem algumas classificações, identifique a sua: 
GRAU I - visível apenas quando na prensão da derme ; 
GRAU II - apresenta alguns nódulos sem necessariamente pressionar a derme ; 
GRAU III - apresenta nódulos (fibrose) com possibilidade de dor local ; 
GRAU IV - pior grau de celulite, é a aparência da "casca de laranja" bem acentuada e evidente. A pessoa apresenta muita sensibilidade e dor na região.
A celulite pode muitas vezes não estar associada a obesidade, pessoas inativas com alimentação inadequada, que apresentam desequilíbrios hormonais, que sofrem de alterações metabólicas ou mesmo genéticas, fumantes, pessoas propensas a retenção de líquido, ou mesmo o estresse são predisposições.
A flacidez de pele também é diagnóstico para a escolha da massagem modeladora. Mas note: flacidez de pele é bem diferente de flacidez muscular, sendo esta última favorecida apenas pela inatividade. A massagem modeladora tonifica a pele flácida temporariamente e se o cliente opta pela atividade física terá benefícios muito mais satisfatórios.
A flacidez de pele é comum após gravidez e também pode ser causa da idade avançada.
A MASSAGEM MODELADORA desobstrui os poros nutrindo a pele , oxigenando-a e rejuvenecendo-a; hidrata a pele, apressa a eliminação de células mortas através de manobras de esfoliação, estimula a circulação sanguínea (hiperemia) e retorno venoso, estimula a produção de capilares muscular tonificando-os temporariamente, ajuda na eliminação da retenção de líquido e melhora o aspecto da gordura localizada e celulite (FEG), repara rugas corporal e facial.
O que é?
A massagem modeladora, também conhecida como massagem power, massagem turbinada, lipoescultura com as mãos, massagem redutora é uma massagem feita com movimentos mais fortes e profundos, com o intuito de atingir camadas mais profundas da pele.
As principais finalidades da massagem modeladora são ativar o metabolismo local, aumentar a circulação sanguínea e estimular respostas neuromusculares, o que dá a impressão de estar com o corpo mais rígido logo após o procedimento. Esse efeito também ajuda a reduzir a celulite no local, apenas se ela for leve ou moderada. Porém, não se pode dizer que ela é capaz de quebrar gorduras, já que é impossível fazer isso com as mãos. É mais comum que a massagem acabe sendo feita com muita força e prejudique as fibras que sustentam a gordura. 
Como é feita a massagem modeladora
A massagem modeladora tem movimentos mais vigorosos que a drenagem linfática, executados de forma rápida e firme. Utiliza movimentos como deslizamento, amassamento, pinçamento e percussão. Geralmente ela é restrita a áreas com grande acúmulo de gordura, como: abdômen, quadris, culote, glúteos, coxas e às vezes nos braços.
Pode haver dor, mas não deve ser algo excessivo. Não deve haver hematomas nas regiões em que a massagem for feita, isso indica que o procedimento foi executado de forma errada, com muita pressão na região. Além disso, as marcas roxas significam má oxigenação na área, algo que vai contra os princípios da técnica. 
Podem ser usados acessórios para aumentar a intensidade da massagem como: rolos com pequenas ventosas, bolinhas com texturas, luvas com texturas, entre outros. 
Sessões
A massagem modeladora deve ser feita uma ou duas vezes por semana, e normalmente o tratamento deve ser contínuo, para ter a manutenção dos resultados. Mas em pessoas com alimentação balanceada e atividade física constante indica-se após o tratamento uma sessão a cada 15, 20 dias após a obtenção do resultado esperado. Cada sessão dura em média de 30 a 40 minutos, e pode haver um intervalo de 48 a 72 horas entre cada uma delas, de acordo com a avaliação do profissional. 
A massagem deve ser feita por um profissional capacitado, geralmente fisioterapeuta dermato-funcional ou esteticista. 
Cuidados pré e pós massagem modeladora
Como geralmente a massagem é realizada com cosméticos termogênicos (que aquecem e estimulam o metabolismo local), o ideal é que seja feita uma esfoliação corporal uma vez por semana, para que se consiga uma melhor penetração dos princípios ativos que estes cosméticos contêm. 
Se a intenção for realizar a massagem no abdômen, o ideal é não comer antes da sessão, pois os movimentos vigorosos podem provocar refluxo ou mesmo vômito durante a massagem (alimentação leve com jejum de uma hora e meia é o suficiente). 
O ideal é tentar deixar os cremes usados na massagem na pele por até duas horas, para que eles possam agir por mais tempo e trazer benefícios para a pele. Realizar uma atividade física aeróbica nesse período é uma ótima pedida para potencializar os benefícios da massagem. 
Contraindicações
Pessoas com cardiopatias ou hipertensão são contraindicadas, pois a massagem promove uma vasodilatação e isso pode aumentar a pressão arterial sistêmica. 
Pessoas com febre também devem evitar, pois o procedimento eleva ainda mais a temperatura. 
Quem tem osteoporose pode sofrer fraturas ou micro fraturas por causa da fragilidade óssea. 
Varizes e fragilidade capilar também são contra indicadas pelos movimentos vigorosos que podem romper os vasinhos (que causará hematomas) e em casos mais graves de varizes, um vaso mais calibroso pode ser prejudicado. 
Gestantes também são contraindicadas para essa massagem; essa massagem, por ter movimentos mais fortes e vigorosos, pode prejudicá-las, causando até mesmo contrações precoces ou abortos. 
Os riscos e complicações apenas irão ocorrer se as contraindicações não forem respeitadas ou se o profissional não for capacitado. Quando a massagem é feita com muita força, pode causar rompimento de vasos e também machucados na pele, indicativos de que ela não está sendo feito de forma correta. 
Resultados
Os resultados dessa massagem são muito transitórios e difíceis de serem avaliados, até porque não há estudos científicos que comprovem a eficácia do método com um grupo de amostragem grande. O mais correto é dizer que a massagem é capaz de moldar as formas do corpo, mas o efeito é temporário. 
Você pode parar de sentir os resultados após um certo tempo sem fazer o procedimento. Isso varia de caso para caso, mas pode ocorrer em 15 dias, um mês, dois meses, e depende de fatores como alimentação, atividade física, retenção de líquidos entre outros... 
Alie massagem modeladora a...
Alimentação balanceada - Se você quer ter o corpo em forma, não adianta, comer bem é essencial. Até porque, são as calorias em excesso e as gorduras mal escolhidas que vão se converter nos pneuzinhos. Consumir de forma equilibrada os macronutrientes (gordura, carboidratos e proteínas), bem como consumir apenas a energia que você gasta ao longo dia, são estratégias importantes para não ficar sempre repondo a gordura. 
Atividade física - A melhor forma de converter massa gorda em massa magra é praticando exercícios. Além de reduzir a gordura corporal, a atividade física ajuda a turbinar os resultados da sua massagem modeladora.

A seguir... algumas perguntinhas mais comuns:
A massagem modeladora e a drenagem linfática são a mesma coisa? Tem o mesmo objetivo?
Não. A drenagem linfática é uma técnica de massagem manual que estimula o retorno da linfa para o sistema linfático, diminuindo a retenção de líquidos e eliminando resíduos e toxinas. Sendo assim, ela não atua diretamente na redução da gordura corporal nem da celulite (que nada mais é do que um excesso de gordura forçando uma pele retraída), apesar de ter um efeito indireto sobre as mesmas, já que aproxima o tecido gorduroso dos vasos sanguíneos, e facilita sua captação pelos mesmos no momento da atividade física. Como ela melhora a circulação, também pode atuar indiretamente na prevenção da flacidez. Já a massagem modeladora é executada com movimentos firmes, rápidos e repetitivos sobre a pele, com objetivo de quebrar a gordura localizada, que é posteriormente eliminada pela corrente sanguínea, principalmente se for realizado exercício físico.
A massagem modeladora dói?
Sim. A massagem modeladora é realizada com movimentos rigorosos de prensão, deslizamento e amassamento da pele, numa intensidade que atinja as camadas lipídicas (de gordura), a fim de quebrar as placas gordurosas. Por isso, muitas pessoas sentem dor ao realizar esta técnica, porém a intensidade da dor depende não só da quantidade de gordura que a pessoa tem, mas também da tolerância a dor, que é muito variável de indivíduo para indivíduo. Entretanto, esta dor não pode causar um desconforto excessivo para o paciente, sendo este um limite para a intensidade das manobras. O ideal é aumentar a intensidade de forma gradual, para que o organismo se adapte a mesma.
É normal ter hematomas após a realização?
Não. O hematoma é sinal de rompimento de vasos sanguíneos, e o extravasamento do sangue para os tecidos pode causar uma resposta inflamatória na região e dor, o que não é desejável. Quando ocorre o hematoma é sinal de que o limite ideal de intensidade da massagem foi ultrapassado, ou seja, uma massagem que causa hematomas não indica uma massagem modeladora mais eficiente, pois não é necessário ultrapassar a camada de gordura da pele, já que somente ela deve ser trabalhada. Pode acontecer, em pessoas com tendência a hematomas (aquelas que tem vasos muito sensíveis, que ficam roxas com qualquer batidinha), de o hematoma aparecer, porém isso é um fato esporádico, que deve ser avaliado. Se você sempre sai da massagem modeladora com mitos hematomas, desconfie! Se o hematoma já ocorreu, utilize gelo (sempre enrolado em uma toalha ou num saco plástico), a cada duas horas, por 15 a 20 minutos.
Utilizar somente cremes que prometem reduzir medidas tem resultado?
Não. Alguns cremes dizem apresentar princípios ativos que por si só reduziriam as medidas. Isto não ocorre. Alguns cremes tem formulações que aumentam a circulação sanguínea e com isso, temos a melhora do aspecto da pele, porém a redução de medidas não ocorrerá sem as técnicas corretas de massagem modeladora, e é claro, muito exercício físico.
A massagem modeladora com aparelhos é melhor que a manual?
Não. Os diferentes aparelhos utilizados para a massagem modeladora podem facilitar uma intensidade maior da massagem, porém nem sempre uma massagem tão intensa é necessária. Além disso, a realização manual da massagem permite que o terapeuta avalie cada região do corpo, verificando os locais de maior acúmulo de gordura, direcionando o tratamento, tornando-o mais eficaz e objetivo.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/beleza/tudo-sobre/17280-massagem-modeladora-melhora-circulacao-e-aspecto-do-corpo
http://fisioterapiadenisepripas.blogspot.com.br/2011/09/mitos-e-verdades-sobre-massagem.html
http://www.incorporeestetica.com.br/massagem-modeladora-combate-a-celulite-e-gordura-localizada.php

sábado, 24 de outubro de 2015

Lipoaspiração

O que é?

Também conhecida como lipoescultura, a lipoaspiração remodela áreas específicas do corpo, removendo o excesso de depósitos de gordura por meio de aspiração através de cânulas, melhorando os contornos do corpo e a proporção. Pode ser feita em diversas partes do corpo, desde que haja gordura localizada. A lipoaspiração pode ser classificada em pequena, média ou grande, variando de acordo com a quantidade de gordura retirada e partes do corpo abordadas. Geralmente é retirado, no máximo, 5% do peso do corporal.
A lipoaspiração não é um tratamento para a obesidade e não substitui a prática de exercício físico e bons hábitos alimentares. Indivíduos com áreas de gordura no corpo e que se exercitam regularmente são os melhores candidatos a este procedimento.
O sucesso e a segurança do procedimento dependem muito de sua sinceridade durante a consulta. Você será questionado sobre sua saúde, desejos e estilo de vida.
O cirurgião precisará saber:
• A razão pela qual quer fazer a cirurgia, suas expectativas e o resultado desejado,
• Condições médicas, alergia medicamentosa e tratamentos médicos,
• Uso atual de medicamentos, vitaminas, medicamentos naturais, fumo, álcool e drogas,
• Cirurgias prévias.
E também poderá:
• Avaliar o seu estado geral de saúde e todas as condições pré-existentes de saúde ou fatores de risco,
• Tirar fotos para prontuário médico,
• Discutir as suas opções e recomendar um tratamento,
• Discutir prováveis resultados da cirurgia e quaisquer riscos ou complicações potenciais.
Previamente à cirurgia, pode ser necessário
• Fazer exames de laboratório ou avaliação médica,
• Tomar certos medicamentos ou ajustar seus medicamentos atuais,
• Parar de fumar bem antes da cirurgia,
• Evitar tomar aspirina e alguns anti-inflamatórios e medicamentos naturais, pois podem aumentar o sangramento.

Como é a operação?
Apesar de boa saúde e da prática de exercício físico, algumas pessoas podem, ainda, ter um corpo com contornos desproporcionais devido a depósitos de gordura localizada. Estas áreas podem ocorrer devido a características genéticas, à falta de controle do peso ou de atividade física.
A lipoaspiração pode ser usada para tratar acúmulos de gordura em várias partes do corpo, incluindo coxas, braços, pescoço, cintura, costas, parte medial do joelho, peito, bochechas, queixo, pernas e tornozelos. É possível fazer a lipoaspiração em várias partes do corpo durante a mesma cirurgia, no entanto, o cirurgião plástico Fernando Almeida Prado alerta para a importância de que o tempo da cirurgia não seja muito longo. "Também é necessário avaliar a presença de doenças associadas e idade da paciente, a fim de definir o tempo limite de cirurgia".
Em alguns casos, a lipoaspiração é realizada isoladamente, em demais casos, ela é usada com procedimentos de cirurgia plástica tais como o facelift, a redução de mama ou a abdominoplastia.
Caso sua opção seja tratar regiões diferentes em cirurgias distintas, não há necessidade de tempo mínimo de intervalo entre uma lipoaspiração e outra.
Etapas do Procedimento
Etapa 1 – Anestesia
Medicamentos são administrados para o seu conforto durante o procedimento cirúrgico. As opções incluem sedação intravenosa (peridural ou local) ou anestesia geral, dependendo da quantidade de regiões abordadas. Seu médico irá recomendar a melhor opção para você.
Etapa 2 – Incisão
A lipoaspiração é realizada através de pequenas incisões, imperceptíveis.
Primeiramente, solução líquida estéril é infundida para reduzir o sangramento e o trauma. Em seguida, um tubo oco fino (cânula) é inserido através destas incisões para soltar o excesso de gordura, utilizando um controlado movimento de vaivém.
A gordura deslocada é, então, aspirada para fora do corpo, utilizando um aspirador cirúrgico ou seringa ligada à cânula.
Etapa 3 – Resultados
A melhora do contorno corporal será aparente quando o inchaço e a retenção de líquido diminuírem. Em geral, as cicatrizes de lipoaspiração medem cerca de meio centímetro, mas podem ficar quase imperceptíveis com o tempo, e não causam incômodo.
Com práticas contínuas de dieta saudável e de atividade física, a perda de tecido adiposo em excesso deve ser preservada. No entanto, ganho de peso substancial pode alterar o resultado obtido com a cirurgia.
Recuperação: 
A recuperação desta cirurgia é rápida, já que existem poucos ou nenhum ponto de costura cirúrgico. Uma semana depois já é possível voltar ao trabalho, desde que ele não exija muito esforço físico e cerca de um mês depois a rotina volta totalmente ao normal. Podem ser necessários medicação analgésica, que deve ser prescrita pelo médico, e antibióticos, para prevenir infecções.
O uso de cinta modeladora, malha de compressão ou bandagens elásticas são colocadas nas áreas tratadas na finalização do procedimento, pois ajudam a controlar o inchaço e a comprimir a pele. Essa vestimenta deve ser usada o dia todo e retirada apenas para o banho.
O retorno à atividade física pode ser feito de 20 a 30 dias após a cirurgia, mas de maneira leve, e com evolução progressiva até que se retorne ao nível de exercício anterior.
Ademais, um pequeno dreno pode ser colocado nas incisões existentes por debaixo da pele para remover qualquer excesso de sangue ou de fluido.
Se você sentir falta de ar, dores no peito ou batimentos cardíacos anormais, procure atendimento médico imediatamente. Se algumas destas complicações ocorrerem, você pode precisar de internação e de tratamento adicional.
A prática da medicina e da cirurgia não é uma ciência exata. Apesar de serem esperados bons resultados, não há garantia. Em algumas situações, pode não ser possível atingir ótimos resultados com um único procedimento cirúrgico, sendo necessária uma nova cirurgia.

Cuidados pré e pós operatórios
Atenção! 
1. A lipoaspiração deverá ser realizada por um cirurgião plástico, confira o registro dele no Conselho Federal de Medicina (CFM) e ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
2. A cirurgia deve ser feita em hospital que tenha creditação para realizar cirurgias de médio porte, ou seja, centro cirúrgico autorizado pela Vigilância Sanitária, com equipamentos e equipe treinada para qualquer intercorrência (entre em contato com o hospital para checar) e converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados.
3. Você receberá orientação do que fazer no dia da cirurgia, o uso de anestesia durante o procedimento e os cuidados pós-operatórios.
4. Não deixe de pedir a alguém que o acompanhe e que fique com você, pelo menos, a primeira noite, após a cirurgia. Se for grande pede o mínimo de 24 horas de internação, mas se a cirurgia for menor é possível ir embora até no mesmo dia.
5. Os exames pré-operatórios (sangue, cardiológico e a radiografia de tórax) são fundamentais antes da lipoaspiração. O cirurgião também pode pedir ultrassom da região a ser operada e doppler (exame que permite a visualização dos vasos sanguíneos) das pernas para verificar se há trombos na corrente sanguínea.
6. O paciente deve realizar jejum nas oito horas anteriores à cirurgia.
7. Seguir as instruções específicas de como cuidar do local da cirurgia, medicamentos para tomar por via oral para reduzir o risco de infecção e quando retornar para acompanhamento com o cirurgião plástico.
8. Fazer drenagem linfática para ajudar na recuperação (redução do inchaço)
Informações importantes: Procedimentos adicionais, às vezes, podem ser necessários para reduzir o excesso de pele. Considerações especiais são necessárias quando grandes quantidades − geralmente mais de 5 litros de gordura − são aspiradas.
Resultados: O inchaço causado pela cirurgia desapareça após alguns meses. Quando o inchaço desaparecer, o novo contorno corporal será visível (média de uns 6 meses). Seguir algumas recomendações fará com que você mantenha os resultados obtidos inicialmente com a lipoaspiração, ou seja, é preciso manter peso adequado e adotar um estilo de vida saudável. O ganho de peso pode reverter os resultados.
Dificilmente o local onde foi feita a lipoaspiração voltará a ter depósito de gordura. Isso acontece porque o número de células de gordura só aumenta até a adolescência. Na vida adulta elas apenas têm se tamanho expandido. Assim, a área lipoaspirada terá menos células de gordura, por isso não engordará com antes.

Curiosidades: 
* Segundo o cirurgião plástico Fernando Almeida Prado, a região dorsal, logo acima das nádegas, é a área com resultados mais satisfatórios em relação à lipoaspiração. "Nesse caso é possível retirar a gordura dos flancos e enxerta-la nos glúteos".
* Outras cirurgias estéticas, como a mamoplastia de aumento, feita com próteses mamárias de silicone, e até mesmo cirurgias faciais podem ser feitas no mesmo momento operatório que a lipoaspiração. "No entanto, a recomendação atual é para que o tempo de cirurgia não seja muito longo, o que pode expor mais a saúde do paciente", explica o cirurgião plástico Fernando Almeida Prado.

Contra-indicação
Pessoas que possuem muitas doenças - como hipertensão, diabetes e obesidade - tem o risco cirúrgico aumentado. Por isso, devem conversar com seu médico sobre a real necessidade de uma cirurgia estética.

Candidatos ideais
• Adultos, com 30% do seu peso ideal, que têm a pele firme e com bom tônus muscular,
• Indivíduos saudáveis que não tenham doença com risco de vida ou condições médicas que possam prejudicar a cicatrização,
• Não fumantes,
• Pessoas sem resultados positivos com dieta ou prática de exercício físico,
• Indivíduos com atitude positiva e expectativa realista do resultado cirúrgico,
• Indivíduos determinados a seguir as recomendações do cirurgião plástico.
É muito importante que você tire todas as suas dúvidas diretamente com o cirurgião plástico sobre o procedimento cirúrgico. É natural que sinta um pouco de ansiedade, seja expectativa com o resultado ou estresse pré-operatório. Não tenha vergonha de discutir estes sentimentos com o cirurgião plástico.
Seguir as recomendações de seu médico é fundamental para o sucesso da cirurgia. É importante que as incisões cirúrgicas não sejam sujeitas à força excessiva, à escoriação ou ao movimento durante o período de cicatrização.

Possíveis riscos
A decisão de se submeter à lipoaspiração é pessoal e é você quem deve decidir se os benefícios atingirão os seus objetivos e se os riscos e potenciais complicações são aceitáveis. O cirurgião plástico e/ou assistentes irão lhe explicar, em detalhes, os riscos associados à cirurgia. Você deverá assinar o termo de consentimento para assegurar que compreendeu plenamente o procedimento ao qual vai se submeter e quaisquer riscos ou complicações.
• Cicatrizes desfavoráveis,
• Sangramento (hematoma),
• Acúmulo de líquido (seroma),
• Riscos anestésicos,
• Má cicatrização,
• Necrose da pele,
• Infecção,
• Tromboembolismo pulmonar,
 • Óbito,
• Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,
• Assimetria - depressão da região,
• Alterações na pele - como flacidez e rugosidade,
• Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,
• Queimadura causada pelo ultrassom – técnica de lipoaspiração assistida por ultrassom,
• Danos em estruturas mais profundas tais como nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões,
• Dor, que pode perdurar,
• Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,
• Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exija sua remoção,
• Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.

O custo é sempre uma consideração em cirurgia eletiva. Os honorários de um cirurgião podem variar de acordo com a sua experiência e o tipo de procedimento realizado. Pode incluir honorários do cirurgião e do anestesista, gastos com hospital ou centro cirúrgico e com medicamentos, malhas pós-operatórias, exames médicos.
Ao escolher um cirurgião plástico para realizar este procedimento, lembre-se de que a experiência do cirurgião e seu bom relacionamento com ele são tão importantes quanto o custo final da cirurgia.

Use esta lista como um guia durante a consulta
• Você é especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
• Você foi treinado especificamente no campo da cirurgia plástica?
• Quantos anos de treinamento em cirurgia plástica você teve?
• A instalação da sala de procedimento em seu consultório é autorizada pela Vigilância Sanitária de sua cidade?
• Sou um bom candidato a este procedimento?
• O que se espera de mim para que os melhores resultados sejam obtidos?
• Onde e como será realizado o procedimento?
• Qual técnica cirúrgica é recomendada para o meu caso?
• Quanto tempo de recuperação posso esperar, e que tipo de ajuda vou precisar durante minha recuperação?
• Quais são os riscos e as complicações associados ao meu procedimento?
• Como são tratadas as complicações?

Fonte:
http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/lipoaspiracao/
http://www.minhavida.com.br/beleza/tudo-sobre/16458-lipoaspiracao-cirurgia-plastica-remove-gordura-localizada

sábado, 17 de outubro de 2015

Bariátrica: O que é e tipos

Primeiro de tudo: é a decisão médica que avalia riscos, benefícios da intervenção e escolhe o tipo dentre as quatro existentes.
Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado. 
Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.
Parte de um programa de emagrecimento do qual faz parte uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, a cirurgia bariátrica revolucionou a forma como se trata a obesidade. Não é à toa que, no final do ano passado, o Ministério da Saúde reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar o procedimento pelo SUS, visto que o excesso de peso considerado prejudicial à saúde tem se tornado uma epidemia que atinge pessoas cada vez mais jovens.
Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas). Entretanto, são quatro as técnicas diferentes de realizá-las reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. Para saber como cada um funciona, portanto, conversamos com uma equipe de experts para esclarecer tudo sobre o assunto. Confira:
1. Quais os pré-requisitos para indicação de cirurgia para tratamento da obesidade?
"A indicação da cirurgia, independente da técnica, é baseada em quatro fatores: grau de obesidade, tempo de evolução da doença, tentativas de tratamentos anteriores e a presença de doenças associadas", explica o cirurgião do aparelho digestivo Denis Pajecki, membro do Departamento de Cirurgia Bariátrica da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
2. O que define a escolha de uma ou outra técnica?
Primeiramente, é necessário reforçar que a escolha da técnica a ser usada é do médico e não do paciente, afirma o cirurgião bariátrico Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). "Só ele saberá avaliar qual o melhor procedimento para tratar a obesidade e possíveis doenças associadas, como diabetes, sem oferecer grandes riscos ao paciente", aponta. Um paciente que precisa perder muito peso, por exemplo, deveria ser submetido ao tipo de cirurgia bariátrica mais invasivo, pois ele resulta em uma perda maior da porcentagem de peso. Se esse paciente apresentar idade avançada, entretanto, o médico pode optar por um procedimento menos complexo para não colocar a vida do indivíduo em risco. "A escolha é feita caso a caso e depende de inúmeras variáveis", complementa.
Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia.
3. Qual o tipo mais complexo e o menos invasivo?
Segundo explica o cirurgião bariátrico Almino, a cirurgia bariátrica com Banda Gástrica Ajustável é a mais simples de todas e, consequentemente, a que leva a menor porcentagem de perda de peso. Em segundo lugar, vem a Gastrectomia Vertical, que já inclui corte, sutura e uso de grampos. Depois dela, a mais complexa é a cirurgia bariátrica com Bypass Gástrico que além da redução do estômago também cria um desvio no intestino do paciente. Por fim, a que leva a maior porcentagem de perda de peso, mas que também é a mais complexa é a cirurgia com Derivação Bileopancreática, pois o desvio do intestino é maior do que o da anterior.
4. Quanto tempo dura cada procedimento?
O tempo de duração de cada tipo de cirurgia bariátrica varia de acordo com as condições do paciente, de possíveis complicações e do médico que realizará o procedimento. De forma geral, entretanto, o cirurgião bariátrico Almino aponta que a banda gástrica leva cerca de 30 minutos, a gastrectomia vertical em torno de uma hora, o by-pass por volta de uma hora e meia e a derivação bileopancreática cerca de duas horas e trinta minutos.
5. Qual a anestesia usada em cada tipo de cirurgia bariátrica?
Segundo o endocrinologista Josivan Lima, membro do departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a cirurgia bariátrica pode ser uma cirurgia aberta ou realizada por vídeo-laparoscopia e, portanto, requerem o uso de anestesia geral.
6. Como ocorre a perda de peso?
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, a perda de peso ocorre por conta da restrição alimentar a que o paciente é submetido com a cirurgia, a menor absorção de nutrientes e do aumento do metabolismo.
Banda Gástrica há perda de 20 a 30% do peso inicial;
Gastrectomia Vertical, 30 a 40% do peso inicial;
Bypass é possível perder de 40 a 45% do peso inicial, e
Derivação Bileopancreática, o paciente perde de 40 a 50% do peso inicial.
7. Todos os tipos de cirurgia bariátrica ajudam no controle do diabetes tipo 2?
"Pacientes com obesidade e diabetes tipo 2 que se submetem a qualquer um dos tipos de cirurgia bariátrica apresentam melhora do quadro de diabetes, pois a própria gordura gerava resistência à ação da insulina", aponta o endocrinologista Josivan. Se o controle será total ou parcial, depende de inúmeros fatores, como idade, gravidade do diabetes, tempo de convivência do paciente com o problema, etc. De modo geral, as cirurgias com desvio intestinal (Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática) são as mais eficazes no controle da doença por meio do estímulo à produção de hormônios.
8. Como é o pós-operatório?
"Depois que a cirurgia bariátrica passou a ser feita com vídeo-laparoscopia, a recuperação do paciente melhorou muito, pois as incisões de 15 ou 20 centímetros, passamos a quatro ou cinco furinhos de um centímetro cada no abdômen", aponta o cirurgião bariátrico Almino. Assim, o tempo de internação costuma durar dois ou três dias e atividades rotineiras podem ser retomadas após um período de 10 dias. Carregar muito peso ou fazer exercícios intensos são liberados apenas depois do primeiro mês.
Em relação à dieta, há algumas recomendações básicas também. Na primeira semana, o paciente deve se alimentar apenas com líquidos. Na segunda, as refeições se tornam mais cremosas. Na terceira, podem ser consumidos alimentos com a consistência de um purê. A partir da quarta semana, começam a ser introduzidos alimentos sólidos na dieta. O objetivo é que o paciente tenha uma dieta equilibrada a partir das fases de adaptação. A suplementação costuma ser necessária também e deve ser alinhada com o profissional que participa do programa de emagrecimento do paciente.
Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.
Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática. 
9. Há risco de engordar novamente?
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, uma recuperação de 10 a 15 quilos do peso mínimo atingido é considerado normal. "Ganhos mais acentuados estão, na maior parte das vezes, relacionados ao abandono do programa e à adoção de maus hábitos, como consumo excessivo de carboidratos e intervalos grandes em jejum", explica.
A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso.
Observações:
A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.
Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.
Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto. 

A Banda Gástrica é um dispositivo de silicone colocado no começo do estômago. Ela fica ligada a uma espécie de reservatório no qual é possível injetar água destilada para apertar mais o estômago ou esvaziar para aliviar a restrição. A vantagem do método é o fato de ele ser reversível, pouco invasivo, o que reduz a mortalidade, e permite ajustes individualizados. Por outro lado, há risco de rejeição da prótese ou infecção e a perda de peso é, muitas vezes, insuficiente para que a saúde do paciente seja considerada estável. Ela é inadequada ainda para pacientes com compulsão por doces, portadores de esofagite de refluxo e hérnia hiatal volumosa. Ela corresponde a 5% dos procedimentos.
A Gastrectomia Vertical remove de 70 a 85% do estômago do paciente, transformando-o em um tubo estreito. Desta maneira, há redução do hormônio grelina, associado à fome e a absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B não é afetada. Se não funcionar, pode ser transformada em Bypass Gástrico ou Derivação Bileopancreática, mas não é reversível, como a Banda Gástrica. Além disso, por envolver procedimentos mais complexos também está ligada a um risco maior de complicações. Corresponde a 15% dos procedimentos.




O Bypass Gástrico diminui para 10% a capacidade do estômago, restringindo a quantidade de comida ingerida e desviando esses alimentos para a primeira porção do intestino, chamada duodeno, até a porção intermediária do órgão, chamada jejuno. Dessa maneira, há redução do hormônio grelina, responsável pela fome e liberação de hormônios próprios do intestino que promovem saciedade. Com ele, o apetite do paciente é reduzido praticamente sem diarreia e desnutrição, e doenças associadas à obesidade apresentam rápida melhora. Os riscos incluem fístulas, embolia pulmonar e infecções. O Bypass corresponde a 75% dos procedimentos.

A Derivação Bileopancreática é uma associação da Gastrectomia Vertical, com 85% do estômago retirado, com desvio intestinal. Esse desvio faz com que o alimento venha por um caminho e os sucos digestivos (bile e suco pancreático) venham por outro e se encontrem somente a 100 cm de acabar o intestino delgado, inibindo a absorção de calorias e nutrientes. A vantagem é que a técnica possibilita maior ingestão de alimentos, reduz a intolerância alimentar e promove maior perda de peso. Por outro lado, pode ocorrer desnutrição de intensidade variável ao longo do tempo. Diarreia, flatulência e deficiência de vitaminas também são comuns. A Derivação Bileopancreática corresponde a 5% dos procedimentos.

Saiba que você precisará de uma boa drenagem linfática para melhor recuperação; para saber mais... veja as matérias anteriores clicando aqui 1 e 2.
Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16071-escolha-do-tipo-de-cirurgia-bariatrica-depende-do-peso-e-da-saude-do-paciente/2
http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-cirurgia-bariatrica/

sábado, 10 de outubro de 2015

Gordura Visceral ou Localizada?


 Antes de iniciar um plano de ação, é importante conhecer o tipo de gordura presente no seu corpo, para então partir a um combate mais adequado. As gorduras humanas dividem-se basicamente em duas: as viscerais (intra-abdominais) e as estéticas, também chamadas de gorduras localizadas.


Gorduras Viscerais - Também chamadas de gorduras internas, localizadas sempre na região abdominal, e bastante típicas nos homens – conhecida como "barriga de cerveja". É o tipo mais perigoso, justamente por sua proximidade a órgãos vitais – como fígado, intestino, rins e pâncreas – e por sua relação (como fator de risco) com doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e outras metabólicas.
As gorduras viscerais têm componentes genéticos, mas também são reflexo de aspectos ambientais, como falta de atividade física e maus hábitos alimentares (dieta desbalanceada, com excesso de calorias).
Para diagnosticá-las, basta medir com uma fita métrica a circunferência da cintura abdominal. Medidas acima de 90 cm em homens e acima de 80 cm em mulheres já são consideradas excessivas e sinais de que o indivíduo deve procurar um profissional para um diagnóstico mais preciso.
"Do ponto de vista médico, é com as gorduras viscerais que mais nos preocupamos, porque podem estar relacionadas a outras doenças graves", explica o endocrinologista do Einstein, Dr. Ricardo Botticini Peres.

Gorduras Localizadas - Diferentes das viscerais, as gorduras localizadas não têm componente genético, e o seu acúmulo depende somente de hábitos do indivíduo, como pouca atividade física e dieta rica em calorias. Geralmente, estão localizadas no abdome – criando os famosos pneuzinhos – e no culote, mas podem ser encontradas também em braços e pernas.
São mais comuns em mulheres, principalmente pelas alterações metabólicas e hormonais por que passam regularmente, como na menopausa, por exemplo, quando a distribuição de gordura se altera e concentra-se mais na região abdominal.

TratamentoSem esforço não há queima de gordura. Sendo do tipo visceral ou localizada, o tratamento é basicamente o mesmo:
Atividades físicas (principalmente aeróbicas – esteira, corrida, natação e ciclismo - + 30 minutos, todos os dias, durante 3 meses, para perceber a redução da barriga; além de musculação para fortalecer o corpo e deixá-lo menos flácido).
Dieta balanceada, hipocalórica ou com redução de calorias (carboidrato, proteína, gordura e álcool).
No caso das gorduras localizadas, as cirurgias estéticas (plásticas) também podem ser uma possibilidade na hora de reformular as medidas do corpo.
Descubra seu tipo de gordura e inicie, o quanto antes, um tratamento. Além de cuidar da saúde, você provavelmente estará fazendo bem a sua autoestima.
Eliminar a barriga com ajuda de um nutricionista, neste caso, é muito importante porque essa gordura que se acumula na barriga por cima dos órgãos, como o fígado, estômago, intestino e coração, dificulta o funcionamento deles provocando uma síndrome metabólica que resulta no desenvolvimento de doenças, como diabetes, colesterol alto e hipertensão.
Além disso, podem ser adicionados na dieta alimentos termogênicos, como canela, café, gengibre ou chá verde, por exemplo, para ajudar a acelerar o metabolismo e facilitar a perda de gordura.

 

Fonte:
http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/paginas/que-tipo-de-gordura-voce-precisa-perder.aspx
http://www.tuasaude.com/como-eliminar-a-gordura-visceral/