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sábado, 26 de dezembro de 2015

Bulking: nutrição

Ganhar massa muscular não é um objetivo muito fácil de ser atingido, mas isso você já deve saber. Pois bem, e para crescer, é necessário que você coloque em prática uma série de tarefas de modo que em conjunto acelerem seu desempenho.
Uma das coisas que tem que fazer é escolher os alimentos certos para consumir. Pensando nisso, separamos alguns alimentos que ao serem inseridos em sua dieta de engorda, certamente lhe trarão resultados ainda melhores e muito mais rápido.
Porém, a grande maioria das dietas e alimentos não supre todas as necessidades do organismo, e é importante, portanto, suplementá-lo, principalmente com arginina e ornitina, além de boro e vitamina B. Abaixo, você poderá ver um suplemento que agrega tudo isso, trazendo o que realmente funciona para alavancar o ganho de massa.
De qualquer maneira, procure um nutricionista, tire suas dúvidas porque só ele te ajudará a alcançar os resultados desejados de maneira saudável e mais rápida.

Embora uma dieta equilibrada realmente ajude muito no processo de hipertrofia muscular, o organismo humano muitas vezes não é capaz de dividir, agrupar e utilizar, de forma correta, os micronutrientes encontrados na dieta.É preciso jogá-los no sistema digestor de forma separada, em uma forma que possa ser sintetizada facilmente, e essa forma, atualmente, só é encontrada em um suplemento do mercado, o Somatodrol.
O que é Somatodrol? Somatodrol é um suplemento recomendado para homens e mulheres que possuem o objetivo de ganhar massa muscular sem anabolizantes, de forma completamente saudável.
Nele, encontramos aminoácidos que absolutamente não podem faltar na sua dieta, além de outros micronutrientes. Vejamos abaixo:
Zinco – Ajuda na atividade metabólica, aumentando os níveis de proteína.
Magnésio – Auxilia na produção de proteínas, além de dar uma alta taxa de energia.
Boro – Influencia diretamente na atividade de absorver os nutrientes, evitando a perda dos mesmos.
Ornitina – Mobiliza as gorduras do organismo e tem grande importância na recuperação das células musculares.
Arginina – Um dos principais aminoácidos no que diz respeito a melhorar o rendimento em treinamentos desgastantes.
Com todos esses pequenos nutrientes, você consegue fechar todos os buracos que podem ficar na sua dieta, elevando sua testosterona em até 30% e aumentando seu metabolismo, ou seja, sua massa muscular vai realmente aumentar.

E os alimentos que ajudam?

Amêndoas – As amêndoas possuem altos níveis de alfa-tocoferol e vitamina E. Dois punhados por dia podem substituir facilmente um lanche e ainda ajudar a aumentar sua massa muscular. A vitamina E é responsável por combater radicais livres que são produzidos ao fazermos exercícios pesados. Quanto menos radicais livres em nosso corpo causando danos, mais rápido nosso corpo pode voltar ao crescimento dos músculos. Além de tudo isso, estudos indicam que comer amêndoas pode ajudar na proteção contra o Alzheimer, já que possui vitamina E.
Batata doce – O grande sucesso da batata doce nas dietas dos maiores caras do mundo deve-se ao seu baixo índice glicêmico (IG). Esse índice indica a velocidade com que o açúcar (glicose) vai parar na circulação assim que comemos, sendo assim, quanto mais baixo, melhor. Alimentos com baixo IG liberam energia mais lentamente, o que faz com que o pique para o treino seja mantido por mais tempo. Além disso possuem algumas vitaminas e nutrientes como vitaminas A e B, e minerais como o cálcio.
Feijão e outras leguminosas – Consumir ao menos uma porção de feijão, lentilha ou qualquer outro tipo de leguminosa por dia é muito importante para o corpo, ainda mais para quem pretende ganhar massa muscular de forma saudável. O feijão e cia é responsável por inserir em nosso corpo um aminoácido chamado “lisina”, que não pode ser produzida pelo nosso corpo, sendo necessária o consumo deste tipo de alimento. Esses aminoácidos não podem ser produzidos pelo nosso corpo, o que faz com que seja necessário o consumo deste tipo de alimento. A lisina é responsável por prevenir cáries, câncer e doenças degenerativas, diabetes e ajuda no controle do peso. Ou seja, quer ganhar massa muscular? Coma feijão e outras leguminosas!
Salmão – O salmão é um dos tipos de alimentos com alto índice de proteínas, além disso é cheio de ômega 3, gordura extremamente benéfica ao organismo da pessoa que pretende ganhar massa, e isso acontece pois ele produz hormônios que aceleram o crescimento muscular. Além disso, o ômega 3 ajuda no combate a doença ao coração e degenerativas como o mal de Alzheimer.
Ovo – Toda pessoa que pretende criar massa muscular de forma acelerada, não pode esquecer de inserir o ovo em sua dieta. Sem ovo, você provavelmente vai crescer com menos velocidade do que deveria. Apesar da carne ser mais eficiente na formação dos músculos, o ovo possui mais proteínas e tem uma grande vantagem: possui vitamina B12. A vitamina B12 é super importante justamente pelo fato de ajudar na contração dos músculos e na diminuição dos níveis de gordura no corpo. É basicamente dois em um. Comer ovo depois do treino ajuda a recompor as energias #fikadika
Iogurte – Para um pós-treino, o iogurte pode ser muito útil pelo fato de possuir muitas proteínas e carboidratos que acabam ajudando a você se recompor. Mas atenção, tem que ser um iogurte sem açúcar, afinal, sua meta é ganhar massa muscular, e não recuperar tudo que acabou de queimar, assim você vai engordar! Os carboidratos do Iogurte associados a frutas, ajudam a aumentar os níveis de insulina equilibrando as taxas de açúcar no sangue e impedem a queima de massa muscular para repor energia perdida nos exercícios. Além disso o iogurte acelera o metabolismo, ajudando na queima de gordura.
Azeite de oliva – Carregado em gorduras monoinsaturadas (ômega-9) e poliinsaturadas o azeite diminui os níveis de TNF-alfa (age contra inflamações) que é uma proteína ligado ao enfraquecimento e desgaste dos músculos. Mais uma vantagem no consumo do azeite é o fato de que ele possui alto teor de gorduras saudáveis que afastam os riscos de doenças cardíacas, câncer de cólon, diabetes e osteoporose.
Água – Pouca gente sabe, mas a falta de água no organismo é altamente prejudicial, principalmente para quem pretende se tornar um maromba! Pois é, quanto mais hidratado nosso corpo estiver, mais acelerado será o crescimento da nossa musculatura. Um músculo com apenas 3% de desidratação, tem uma perda de 10% na força e de 8% na velocidade, ou seja, quando o músculo está desidratado você fica cansado muito mais rápido. Além disso, a água facilita a eliminação de toxinas pela urina, melhorando todo o funcionamento corporal. Em um estudo nos EUA, homens que beberam 5 ou mais copos de água por dia apresentaram 54% menos chance de sofrer ataques cardíacos fatais.
Café – Carregado em cafeína, o café melhora o desempenho, a concentração e a disposição para malhar. Além disso, os cientistas afirmam que o café ajuda na aceleração do crescimento dos músculos, ajudando a aumentar as repetições feitas nos exercícios e ajudando na queima de gordura. Beba um copo de café uns 30 ou 60 minutos antes de começar o exercício.
Como pode notar, existem uma série de alimentos que acabam ajudando que você chegue ainda muito mais perto do seu objetivo. Não adianta fazer vários e vários exercícios, pegar muito peso, ir na academia todo dia, se não mudar sua alimentação. Pergunte a qualquer marombado qual é sua alimentação, vai obter uma resposta onde vai encontrar muitos dos alimentos propostos acima 😉

Nessa fase, o objetivo é ingerir mais calorias do que seu metabolismo consome no gasto calórico diária. Assim, é necessário calcular quantas calorias seu metabolismo usa para manter seu peso diariamente.
Para começar uma dieta você descobre sua taxa de metabolismo basal, ou seja, quantas calorias você precisa ingerir por dia para manter seu peso atual, sem perder ou ganhar. Quando objetivo é o ganho de massa muscular, você deve ingerir calorias a mais, geralmente é definido 20% a mais do que o metabolismo.
Essa taxa de metabolismo é definida por várias variáveis incluindo seu fator de atividade que pode ser:
1,0 – Sedentário – Não trabalha e nem faz nenhuma atividade física.
1,2 – Muito pouco ativo – Você tem um trabalho que não precisa de esforço físico e não faz nenhum tipo de atividade física durante o dia.
1,375 – Pouco ativo – Você tem um trabalho que não precisa de esforço físico e faz uma atividade física leve durante o dia.
1,55 – Moderadamente Ativo – Você tem um trabalho que não precisa de esforço físico, faz uma atividade física durante o dia e treina musculação.
1,725 – Altamente Ativo – Você treina musculação e faz um trabalho que exige esforço físico; ou tem um trabalho sem esforço físico, treina musculação e outro esporte pesado no mesmo dia.
1,9 – Extremamente Ativo – Você treina musculação e outro esporte pesado no mesmo dia e ainda tem um trabalho que exige esforço físico.
Preencha seus dados abaixo para determinar quantas calorias e qual a quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras você precisa ingerir por dia.

OBS: Para praticantes de musculação naturais, 1,7g/kg de proteína são suficientes.

Aprenda a calcular seu ideal aqui.

Para você ter uma ideia, eu vou te mostrar um exemplo de refeições numa dieta onde o praticante treina à noite. Porém, para aqueles que treinam de manhã basta trocar o café da manhã pelo pré-treino e encaixar o resto das refeições.
Vale ressaltar que nos dias onde não se treina, o pós-treino é opcional e pode ser substituído por um jantar ou outra refeição que atinja os macronutrientes.

Café-da-manhã
Será feito o mais rápido possível ao acordar.
Carboidrato: médio ou alto índice glicêmico
Proteína: média ou rápida absorção
Gorduras

Almoço
Carboidrato: baixo ou médio índice glicêmico
Proteína: média ou lenta absorção
Gorduras

Lanche
Carboidrato: baixo ou médio índice glicêmico
Proteína: média ou lenta absorção
Ingira gorduras

Pré-treino
Deve ser feito 60 a 90 minutos antes do treino, de acordo com seu tempo de digestão.
Carboidrato: baixo ou médio índice glicêmico
Proteína: média absorção
Evite gorduras para não prejudicar a digestão.

Pós-treino
Deve ser feito imediatamente após o treino. Pode ser feito com uma refeição (levando uma marmita na academia) ou shakes de suplementos. Caso more bem perto da academia (máximo 10 minutos) pode comer em casa.
Carboidrato: alto índice glicêmico (arroz branco, aveia, banana, batata inglesa)
Proteína: rápida ou média absorção (peito de frango…)
Evite gorduras para não prejudicar a digestão.

Ceia
Deve ser feita 20 minutos ou menos (sua preferência) antes de dormir.
Carboidrato: opcional ou baixo/médio índice glicêmico
Proteína: lenta/média absorção
Ingira gorduras
Nos dias sem treino o pós-treino pode ser substituído pela janta dependendo dos seus horários  e da soma da dieta total.

Sugestões de alimentos
Água - Lembre-se sempre de tomar água ao longo do dia, principalmente durante o treino. Tome um gole de água a cada descanso das séries.

Carboidratos
Alto índice glicêmico: maltodextrina, dextrose, arroz branco, banana, batata inglesa, tapioca, abóbora (moranga), beterraba, cenoura cozida, manga, mamão (papaia)
Médio índice glicêmico: waxy maize, macarrão, macarrão integral/sêmola, mandioca, inhame, cará, batata baroa, aveia, arroz integral, arroz parboilizado
Baixo índice glicêmico: batata doce, brócolis, lentilha, grão de bico, feijão, frutas (abacate, maçã, pera, limão), hortaliças (alho, cebola, brócolis, alface, aspargos, alcachofra, tomate, repolho, couve, pepino, couve-flor, aipo, abobrinha, berinjela, cogumelo, espinafre, broto de alfafa, nabo)

Proteínas
Rápida absorção: Aminoácido Líquido, Whey Protein Hidrolisado
Absorção média: peito de frango (sem osso e sem pele), peito de peru, atum, sardinha, peixes em geral, clara de ovo, Whey Protein Concentrado (3 whey, etc.), queijos brancos (frescos)
Absorção lenta: carne vermelha, gema de ovo, ovo inteiro, queijos maturados com muita gordura
proteínas vegetais (spirulina, lentilha, grão-de-bico, amendoim, amêndoa, castanha-de-caju, castanha-do-Brasil/Pará, noz, quinoa, semente de abóbora, semente de gergelim, semente de girassol, semente de chia, semente de linhaça, folha de coentro desidratada)

Gorduras - coco seco, azeite extra virgem, gema de ovo, abacate, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas, amendoim, etc.), peixes (especialmente salmão e atum), semente de chia, semente de linhaça, semente de gergelim, semente de abóbora, manteiga, queijos gordurosos, cápsulas de ômega 3

Outras orientações 
Coma saladas variadas sempre que possível, principalmente no almoço e jantar.
Se você só consegue comer certas refeições (como o almoço) com alguma bebida, opte por sucos naturais de preferência com adoçante estévia.

Obs importante
Ao se misturar carboidratos com proteína ou gorduras, o índice glicêmico é abaixado.
Ao juntar uma proteína com gorduras de qualquer tipo, o tempo de absorção é aumentado.

O próximo passo é definir a quantidade de alimentos para alcançar os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras).

Fonte:
http://massamuscular.blog.br/alimentos-para-ganhar-massa-muscular/
http://www.musculacaoectomorfo.com/modelo-de-dieta-para-bulking-feminino/

sábado, 17 de outubro de 2015

Bariátrica: O que é e tipos

Primeiro de tudo: é a decisão médica que avalia riscos, benefícios da intervenção e escolhe o tipo dentre as quatro existentes.
Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado. 
Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.
Parte de um programa de emagrecimento do qual faz parte uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, a cirurgia bariátrica revolucionou a forma como se trata a obesidade. Não é à toa que, no final do ano passado, o Ministério da Saúde reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar o procedimento pelo SUS, visto que o excesso de peso considerado prejudicial à saúde tem se tornado uma epidemia que atinge pessoas cada vez mais jovens.
Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas). Entretanto, são quatro as técnicas diferentes de realizá-las reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. Para saber como cada um funciona, portanto, conversamos com uma equipe de experts para esclarecer tudo sobre o assunto. Confira:
1. Quais os pré-requisitos para indicação de cirurgia para tratamento da obesidade?
"A indicação da cirurgia, independente da técnica, é baseada em quatro fatores: grau de obesidade, tempo de evolução da doença, tentativas de tratamentos anteriores e a presença de doenças associadas", explica o cirurgião do aparelho digestivo Denis Pajecki, membro do Departamento de Cirurgia Bariátrica da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
2. O que define a escolha de uma ou outra técnica?
Primeiramente, é necessário reforçar que a escolha da técnica a ser usada é do médico e não do paciente, afirma o cirurgião bariátrico Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). "Só ele saberá avaliar qual o melhor procedimento para tratar a obesidade e possíveis doenças associadas, como diabetes, sem oferecer grandes riscos ao paciente", aponta. Um paciente que precisa perder muito peso, por exemplo, deveria ser submetido ao tipo de cirurgia bariátrica mais invasivo, pois ele resulta em uma perda maior da porcentagem de peso. Se esse paciente apresentar idade avançada, entretanto, o médico pode optar por um procedimento menos complexo para não colocar a vida do indivíduo em risco. "A escolha é feita caso a caso e depende de inúmeras variáveis", complementa.
Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia.
3. Qual o tipo mais complexo e o menos invasivo?
Segundo explica o cirurgião bariátrico Almino, a cirurgia bariátrica com Banda Gástrica Ajustável é a mais simples de todas e, consequentemente, a que leva a menor porcentagem de perda de peso. Em segundo lugar, vem a Gastrectomia Vertical, que já inclui corte, sutura e uso de grampos. Depois dela, a mais complexa é a cirurgia bariátrica com Bypass Gástrico que além da redução do estômago também cria um desvio no intestino do paciente. Por fim, a que leva a maior porcentagem de perda de peso, mas que também é a mais complexa é a cirurgia com Derivação Bileopancreática, pois o desvio do intestino é maior do que o da anterior.
4. Quanto tempo dura cada procedimento?
O tempo de duração de cada tipo de cirurgia bariátrica varia de acordo com as condições do paciente, de possíveis complicações e do médico que realizará o procedimento. De forma geral, entretanto, o cirurgião bariátrico Almino aponta que a banda gástrica leva cerca de 30 minutos, a gastrectomia vertical em torno de uma hora, o by-pass por volta de uma hora e meia e a derivação bileopancreática cerca de duas horas e trinta minutos.
5. Qual a anestesia usada em cada tipo de cirurgia bariátrica?
Segundo o endocrinologista Josivan Lima, membro do departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a cirurgia bariátrica pode ser uma cirurgia aberta ou realizada por vídeo-laparoscopia e, portanto, requerem o uso de anestesia geral.
6. Como ocorre a perda de peso?
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, a perda de peso ocorre por conta da restrição alimentar a que o paciente é submetido com a cirurgia, a menor absorção de nutrientes e do aumento do metabolismo.
Banda Gástrica há perda de 20 a 30% do peso inicial;
Gastrectomia Vertical, 30 a 40% do peso inicial;
Bypass é possível perder de 40 a 45% do peso inicial, e
Derivação Bileopancreática, o paciente perde de 40 a 50% do peso inicial.
7. Todos os tipos de cirurgia bariátrica ajudam no controle do diabetes tipo 2?
"Pacientes com obesidade e diabetes tipo 2 que se submetem a qualquer um dos tipos de cirurgia bariátrica apresentam melhora do quadro de diabetes, pois a própria gordura gerava resistência à ação da insulina", aponta o endocrinologista Josivan. Se o controle será total ou parcial, depende de inúmeros fatores, como idade, gravidade do diabetes, tempo de convivência do paciente com o problema, etc. De modo geral, as cirurgias com desvio intestinal (Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática) são as mais eficazes no controle da doença por meio do estímulo à produção de hormônios.
8. Como é o pós-operatório?
"Depois que a cirurgia bariátrica passou a ser feita com vídeo-laparoscopia, a recuperação do paciente melhorou muito, pois as incisões de 15 ou 20 centímetros, passamos a quatro ou cinco furinhos de um centímetro cada no abdômen", aponta o cirurgião bariátrico Almino. Assim, o tempo de internação costuma durar dois ou três dias e atividades rotineiras podem ser retomadas após um período de 10 dias. Carregar muito peso ou fazer exercícios intensos são liberados apenas depois do primeiro mês.
Em relação à dieta, há algumas recomendações básicas também. Na primeira semana, o paciente deve se alimentar apenas com líquidos. Na segunda, as refeições se tornam mais cremosas. Na terceira, podem ser consumidos alimentos com a consistência de um purê. A partir da quarta semana, começam a ser introduzidos alimentos sólidos na dieta. O objetivo é que o paciente tenha uma dieta equilibrada a partir das fases de adaptação. A suplementação costuma ser necessária também e deve ser alinhada com o profissional que participa do programa de emagrecimento do paciente.
Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.
Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática. 
9. Há risco de engordar novamente?
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, uma recuperação de 10 a 15 quilos do peso mínimo atingido é considerado normal. "Ganhos mais acentuados estão, na maior parte das vezes, relacionados ao abandono do programa e à adoção de maus hábitos, como consumo excessivo de carboidratos e intervalos grandes em jejum", explica.
A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso.
Observações:
A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.
Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.
Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto. 

A Banda Gástrica é um dispositivo de silicone colocado no começo do estômago. Ela fica ligada a uma espécie de reservatório no qual é possível injetar água destilada para apertar mais o estômago ou esvaziar para aliviar a restrição. A vantagem do método é o fato de ele ser reversível, pouco invasivo, o que reduz a mortalidade, e permite ajustes individualizados. Por outro lado, há risco de rejeição da prótese ou infecção e a perda de peso é, muitas vezes, insuficiente para que a saúde do paciente seja considerada estável. Ela é inadequada ainda para pacientes com compulsão por doces, portadores de esofagite de refluxo e hérnia hiatal volumosa. Ela corresponde a 5% dos procedimentos.
A Gastrectomia Vertical remove de 70 a 85% do estômago do paciente, transformando-o em um tubo estreito. Desta maneira, há redução do hormônio grelina, associado à fome e a absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B não é afetada. Se não funcionar, pode ser transformada em Bypass Gástrico ou Derivação Bileopancreática, mas não é reversível, como a Banda Gástrica. Além disso, por envolver procedimentos mais complexos também está ligada a um risco maior de complicações. Corresponde a 15% dos procedimentos.




O Bypass Gástrico diminui para 10% a capacidade do estômago, restringindo a quantidade de comida ingerida e desviando esses alimentos para a primeira porção do intestino, chamada duodeno, até a porção intermediária do órgão, chamada jejuno. Dessa maneira, há redução do hormônio grelina, responsável pela fome e liberação de hormônios próprios do intestino que promovem saciedade. Com ele, o apetite do paciente é reduzido praticamente sem diarreia e desnutrição, e doenças associadas à obesidade apresentam rápida melhora. Os riscos incluem fístulas, embolia pulmonar e infecções. O Bypass corresponde a 75% dos procedimentos.

A Derivação Bileopancreática é uma associação da Gastrectomia Vertical, com 85% do estômago retirado, com desvio intestinal. Esse desvio faz com que o alimento venha por um caminho e os sucos digestivos (bile e suco pancreático) venham por outro e se encontrem somente a 100 cm de acabar o intestino delgado, inibindo a absorção de calorias e nutrientes. A vantagem é que a técnica possibilita maior ingestão de alimentos, reduz a intolerância alimentar e promove maior perda de peso. Por outro lado, pode ocorrer desnutrição de intensidade variável ao longo do tempo. Diarreia, flatulência e deficiência de vitaminas também são comuns. A Derivação Bileopancreática corresponde a 5% dos procedimentos.

Saiba que você precisará de uma boa drenagem linfática para melhor recuperação; para saber mais... veja as matérias anteriores clicando aqui 1 e 2.
Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16071-escolha-do-tipo-de-cirurgia-bariatrica-depende-do-peso-e-da-saude-do-paciente/2
http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-cirurgia-bariatrica/

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Matemática pra atingir o corpo ideal




* Escrito por Alyka Parvaneh em parceria com Suzana Saadi

Independentemente de estarmos sofrendo com sobrepeso ou até mesmo obesidade... a mulherada nunca está satisfeita com seu corpo e procura melhorar sempre. Afinal, que casamento resiste a isso? Não que um relacionamento seja só isso, mas... se a oferta anda imensa (muitas mulheres dando sopa e pouco homem na área... - rs)

Para saber se devemos nos desesperar com as gordurinhas mal localizadas... vejamos nosso IMC (continha ao lado); dependendo do resultado corra pra nutricionista e pra academia, porque só isso dá resultado de verdade!

Nutricionista me lembra alimentação e me lembra que nenhum nutricionista explica essas coisas pra gente (e a maioria nem muda nosso cardápio a cada mês, pelo menos - o ideal seria a cada alteração de nosso peso).
Não é mais novidade que um prato colorido é saudável, mas uma novidade (pra mim foi) é saber que há uma quantidade de certa pra se ingerir cada coisa de acordo com o seu peso. Vejamos:
proteína - 2gr a 3gr por cada kg d peso
gordura - 1gr por 1kg
carboidrato - o q faltar pra completar as kcal do dia
quantidade equivalente de calorias (kcal)
proteína - 1gr = 4kcal
gordura - 1gr = 9kcal
carbo - 1gr = 4kcal
fontes dos MACRONUTRIENTES
proteína - ovos, alcatra (carne magra), peito frango, caseína, colágeno hidrolisado, peixe (tilápia), albumina e whey protein
gordura - linhaça, óleo coco, azeite, castanhas, nozes, açaí
carbo - frutas, batata-doce, nhame, pipoca (sem sal e sem manteiga - do milho), cúrcuma

* consumir carbo pré-treino (banana com aveia, por ex)
* consumir 30% da proteína do dia em até 1h do pós-treino (janela de 1h que o corpo usa tudo sem estocar como gordura)
O ideal é entrar em cetose (usar a gordura estocada como fonte de energia ao invés de carbo) e isso leva 3 dias, para tanto, basta diminuir gradativamente a ingestão de carbo enquanto aumenta a gordura

MICRONUTRIENTES são vitaminas e minerais, procure 1 médico pra orientar no uso do polivitamínico ideal, pois para cada um há uma taxa adequada e só se descobre o que tem em excesso ou escassez no exame de sangue específico.

vamos às contas para descobrir a quantidade ideal de:
se eu peso 64kg...

proteína - 2 * 64 = 128
gordura - 1 * 64 = 64
carbo - ?

se quero emagrecer... TMB
peso X 2,2 X 10 = total
10 pra perder gordura
12 pra ganhar músculo

64*2,2*10= 1408 kcal por dia

equivalente em kcal
proteína - 128 * 4 = 512
gordura - 64 * 9 = 576

1408 - 512 - 576 = 320
320 kcal de carbo
320 : 4 = 80 gr de carbo por dia


1408 kcal : 6 refeições = 234 kcal por refeição

Sabendo disso... agora é só montar seu cardápio respeitando as dicas acima.
Como fazer? Se tornando um tarado em rótulo de chá, biscoito, tapioca, geleia,... e sair lendo tudo para inserir a quantidade adequada às suas necessidades.
Eis aqui a Tabela Nutricional de alguns alimentos para te ajudar.

Boa Sorte!