sábado, 28 de outubro de 2017

Plantas: decorando o quarto e dormindo melhor!

lavanda
Muita gente tem a ideia equivocada que dormir com plantas no quarto faz mal. Mas como diz o botânico Gilberto Kerbauy, da Universidade de São Paulo, se isso fosse verdade, “não haveria um índio vivo na Floresta Amazônica”.
É claro que existem plantas mais apropriadas para ficar no quarto; essas plantas purificam o ar e aumentam os níveis de oxigênio e farão você dormir e respirar melhor. Aqui estão cinco delas:
Lavanda - Esta planta alivia a ansiedade e ajuda os insones. Inalar o perfume de lavanda proporciona um efeito calmante e sedativo.
babosa
Babosa (aloe vera) - Especialistas acreditam que ela tem um forte poder desintoxicante e anti-inflamatório. Além disso, a babosa é uma planta especial para ter em sua casa, uma vez que elimina substâncias químicas contidas em produtos de limpeza e também purifica o ar.
Aqui um dado relevante: quando exposta em área altamente poluída, a babosa desenvolve manchas marrons e sinais de que algo está errado em termos de qualidade do ar.
jasmim manga
Jasmim - Ele é capaz de dar uma boa noite de sono de uma forma completamente natural. O melhor sobre o jasmim é que, além de melhorar a qualidade do sono, reduz a ansiedade; você nunca mais vai acordar irritado novamente.
espada de são jorge
hera
Espada-de-são-jorge - Ela purifica o ar e aumenta os níveis de oxigênio e é provavelmente a melhor planta para ficar no seu quarto. A espada-de-são-jorge absorve o dióxido de carbono e emite oxigênio durante a noite. Se você precisa melhorar a qualidade do seu sono e respirar facilmente, esta planta é ideal para você.
Hera - Os cientistas dizem que esta planta é excelente para a purificação do ar: ela absorve perigosíssimas toxinas, como o benzeno e o formaldeído; é certamente uma das melhores plantas para você manter em seu quarto.




Fonte:
https://osegredo.com.br/2015/12/5-plantas-para-ficar-no-seu-quarto-e-ajudar-voce-a-dormir-melhor/

sábado, 21 de outubro de 2017

Chá de Hibisco

Eu sei que já falei do chá de hibisco (aqui), mas agora vim falar do cuidados com os excessos. Afinal, não é por que é natural que não pode te fazer mal. Esse é mito bizarro!
A bebida oferece muitos benefícios para a saúde e também ajuda no emagrecimento, mas a quantidade de ingestão precisa ser respeitada para evitar problemas.
A bebida feita a partir do cálice da flor de hibisco figura entre as favoritas para quem procura perder peso. E não é à toa: sua ação antioxidante é a principal responsável pela diminuição do acúmulo de gordura no corpo. “O chá contribui para que se acumule menos gordura na região do abdômen e nos quadris”, explica Carolina Mantelli Borges, endocrinologista e metabologista da clínica de especialidades Integrada. “Isso acontece porque o chá de hibisco é capaz de reduzir a adipogênese, processo em que as células pré-adipócitas se convertem em adipócitos maduros capazes de acumular gordura corporal”, completa. 
Além disso, o hibisco é rico em nutrientes, como cálcio, magnésio, potássio e fósforo, é levemente adocicado, dispensa o uso de adoçantes e/ou açúcar e tem ação diurética. “O cálice da flor utilizado para elaborar o chá é rico em vitamina B2, que auxilia na saúde da pele, ossos e cabelos e a vitamina B1, que juntas ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular”, explica a médica.
Porém o consumo do chá de hibisco requer atenção, principalmente para quem tem problemas de pressão e também para mulheres em idade fértil. “Como qualquer outra planta, o hibisco em chá pode causar toxicidade se for consumido em doses excessivas, pois tudo o que ingerimos precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins”, alerta Carolina. O limite de ingestão diária não é ainda um consenso entre os especialistas, que varia de 200 ml por dia até de três a quatro xícaras (chá) meia hora antes das principais refeições. Para cada caso a quantidade é específica, mas o excesso (como quase tudo na vida) pode sim trazer problemas para a saúde.

Riscos para a fertilidade
Se você já ouviu alguém falando sobre isso, saiba que é verdade. Existem estudos que mostram que o hibisco tem componentes que interferem nos níveis de estrogênio alterando-os, sugerindo até mesmo seu uso como anticoncepcional. “Para as mulheres que sofrem com a TPM e outras condições do sistema endócrino, o chá de hibisco pode causar piora e até dificuldade para engravidar, ao interferir no processo de ovulação. Por este motivo, também deve ser evitado no período de gravidez”. 
A orientação da médica é limitar o consumo a um copo de 200 ml de chá por dia, preparados com quatro ou seis gramas da flor seca (uma colher de chá) – igual a dois ou três sachês. “Mesmo assim homens e mulheres precisam ter cuidado antes de inseri-lo no cardápio, pois seu consumo regular pode alterar os níveis hormonais no organismo e trazer complicações.” Já gestantes e lactantes devem evitar a bebida, que apresentou ação mutagênica em alguns estudos, ou seja, significa que pode interferir na estrutura dos genes do bebê. E é melhor não correr o risco, certo?

Pressão baixa x pressão alta
Existem estudos que afirmam o benefício do consumo do chá de hibisco em pacientes que têm pressão alta, principalmente por ter uma ação diurética que ajuda a eliminar alguns eletrólitos que são responsáveis pela alteração, como magnésio, cálcio, potássio e sódio. Sendo assim, quem já tem problemas de pressão arterial baixa podem sofrer ainda mais com a hipotensão. Já quem tem hipertensão e toma medicamentos para a doença também deve evitar o consumo: o remédio ajuda a baixar a pressão, bem como o chá, resultando em uma redução maior do que a necessária, potencializada pelo efeito diurético.

Mal estar
A hipotensão é o único efeito colateral confirmado do chá de hibisco, mas algumas pessoas podem experienciar outros males como tontura, enjoo, escurecimento da visão, sensação de fraqueza e até desmaios. “Por ter ação diurética, o consumo em excesso pode fazer com que a pessoa elimine muito eletrólitos, nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo composto principalmente por cálcio, potássio, sódio e magnésio. Logo a falta dessas substâncias pode levar à desidratação”, afirma a Dra. Carolina Borges.
Como qualquer outro alimento, você deve ficar de olho se sentir qualquer mal estar ou alterações no seu corpo com o consumo do chá – e procurar um profissional para orientá-la.

Fonte:
http://jequieurgente.com/consumo-do-cha-de-hibisco-requer-moderacao-conheca-os-riscos/

sábado, 16 de setembro de 2017

Congelando a comida

Vamos organizar nossa vida (e cozinha) pra não cair na tentação de uma pizza e atrapalhar a sua dieta, ou cair de boca nos alimentos industrializados e prontos para o consumo.
Para driblar essa situação e garantir uma alimentação mais saudável, uma das opções é optar pelo congelamento dos alimentos. É possível planejar as refeições da semana toda, tendo sempre à mão comida caseira e ainda economizar tempo e dinheiro.
Veja abaixo algumas dicas de organização para facilitar e agilizar a sua vida👇:
O congelamento nada mais é do que a conservação dos alimentos através da temperatura fria, entre -18ºC e -23ºC. A grande vantagem do congelamento é que o processo melhora a preservação dos alimentos em comparação com o armazenamento na refrigeração.
Mas apesar de ser uma prática muito comum, não basta apenas guardar os alimentos em qualquer recipiente e colocar de qualquer jeito no freezer ou no congelador. É preciso ter alguns cuidados para manter a qualidade da comida congelada.
Separe alimentos de boa qualidade e faça os procedimentos necessários para cada tipo (veja dicas abaixo). O ideal é dividir em pequenas porções, suficientes para o consumo de uma de uma só vez. Assim, você não precisar descongelar tudo e usar apenas metade.
Coloque a comida em embalagens adequadas, como potes plásticos ou de vidro, contanto que ambos tenham tampas plásticas que fechem hermeticamente.
Outra opção é usar sacos plásticos próprios para alimentos, mas lembre-se de retirar todo o ar na hora de embrulhar a comida. Identifique cada pote ou saco plástico com o nome do prato e a data do congelamento. Fica muito mais fácil saber se o conteúdo ainda é próprio para o consumo.
Como congelar carnes - As carnes, bem como aves e peixes, devem estar limpas e com pouca ou nenhuma gordura para o congelamento. Os potes ou pacotes devem conter a quantidade necessária por refeição. Além disso, bifes e costeletas devem ser embalados um a um. Já as carnes para assados podem ser embrulhadas inteiras.
Para descongelar carnes, basta passar o recipiente para a geladeira pelo menos cinco horas antes do uso para cada meio quilo, duas horas em temperatura ambiente ou usar a função descongelar do forno micro-ondas.
Tempo de armazenamento: Carne de boi ou vaca dura até 12 meses / Carne de porco ou vitela dura até 9 meses / Carne moída dura até 4 meses
Como congelar legumes e hortaliças - Use somente legumes que não estão maduros para congelar. Retire pontas ou fios dos legumes e no caso das hortaliças, remova as partes estragadas. Lave bem em água fria, e depois pique em pedaços iguais.
Coloque em uma peneira, mergulhe-os em água fervente, logo em seguida, em água fria. Escorra bem e deixe esfriar. Isso ajuda a conservar melhor as características como sabor, cor, textura, além de diminuir a atividade enzimática e proliferação de bactérias. Para consumir os legumes congelados, basta colocá-los em uma panela com água e sal, tampar e esperar até que fiquem cozidos.
Tempo de armazenamento: até 12 meses
Como congelar frutas - Armazene as frutas na quantidade exata que serão consumidas, mas antes, limpe-as e retire todos os caroços. As frutas congeladas podem ser consumidas em preparações como bolos, tortas, entre outros.
Tempo de armazenamento: até 9 meses
Alimentos que não devem ser congelados - Receitas à base de maisena, ovos com casca, claras cozidas ou em neve, gema crua, maionese, chantilly, iogurte, vegetais crus, folhas de verduras, banana, pera, queijos cremosos, macarrão sem molho e cremes engrossados.

Para não perder a validade dos alimentos... é recomendável que se faça etiquetas para identificar o alimento, a data de congelamento e a sua validade. Disponibilizo abaixo as etiquetas que criei para mim e cada cor simboliza uma semana do mês, acaso queira preparar o menu semanal e já deixar pronto para o mês inteiro.
Dica: Para economizar com etiquetas, você pode imprimir em folha de etiqueta de vinil (permanente) para impressora jato de tinta e já deixar colada nos seus potes de congelamento; como o vinil é plástico, você pode usar caneta de quadro branco para reutilizar (ao lavar com sabão a informação é apagada). 😉

Fonte:
https://www.dicasdemulher.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-comida-congelada/

sábado, 2 de setembro de 2017

Dançar prevenindo doenças como Alzheimer

Um novo estudo mostrou que dançar pode ajudar pessoas mais velhas a reverter sinais de envelhecimento no cérebro. A atividade também pode contribuir no tratamento e prevenção de Alzheimer.
Publicada no periódico Frontiers in Human Neuroscience, a pesquisa foi feita por cientistas do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas de Magdeburgo.
Ao todo, 26 idosos participaram da análise. Eles foram dividos em dois grupos: o de dança, com 14 participantes que tinham uma média de idade de 67 anos. E a turma que fazia exercícios de resistência e flexibilidade, com 12 pessoas, sendo que a idade média foi de 69 anos. 
Durante 18 meses, os idosos tiveram rotinas de atividades físicas. O resultado do estudo apontou que ambos grupos demonstrara melhora no funcionamento do hipocampo — região relacionada a doenças, como o Alzheimer, pois é 'sede' da memória e do equilíbrio do corpo humano. Entretanto, somente a turma de dança apresentou aumento significativo na melhora do equilíbrio. Para os pesquisadores, isso está relacionado aos movimentos dançantes.  
"Nós tentamos oferecer aos idosos do grupo de dança uma constante mudança na rotina com diferentes gêneros músicas (jazz, música latina e line dance)", disse em comunicado Kathrin Rehfeld, autora do diagnóstico."Passos, movimentos com os braços, formações, velocidade e ritmo eram trocados a cada duas semanas para mantê-los no processo de aprendizado", explicou. "O aspecto mais desafiador para eles foi lembrar das aulas sob pressão do tempo e sem nenhuma dica do instrutor." 
Com o estudo, a equipe agora quer desenvolver novos programas de exercícios para ajudar a prevenir o declínio de funções mentais provocados pelo envelhecimento

Fonte:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/dancar-pode-prevenir-envelhecimento-do-cerebro-e-alzheimer-diz-pesquisa.html

sábado, 11 de março de 2017

O repolho e os seus benefícios medicinais

Não sabemos se tem conhecimento, mas o repolho contém bastantes propriedades vantajosas para a saúde. Não só leva muita vitamina C, como permite uma melhor cicatrização de úlceras pépticas. Quem ingerir maiores porções deste alimento, consegue evitar chances de ter câncer do colón, devido aos bioflavonoides, à genisteína, aos indóis e demais elementos químicos que existem no repolho. Estes elementos param o desenvolvimento de um tumor e permitem proteger as células das lesões provocadas pela ação dos radicais livres, sempre que o corpo queima oxigênio.
Sendo que determinados destes elementos aumentam o processo metabólico do estrogênio, as mulheres que se alimentem com elevada quantia de repolho têm menos hipóteses de contrair câncer de ovário, de útero e mamário.

Conheça mais seis vantagens de comer repolho:
  • Acalma os sintomas de reumatismo e artrite.
  • Luta contra gastrite e colite, devido à existência de glutamina.
  • Cura resfriados e gripes.
  • Através dos ácidos clorogênico e cafeico que existem nesta verdura o hipertireoidismo pode ser equilibrado.
  • Tem ação diurética e auxilia diabéticos, obesos assim como pacientes cardiovasculares e com ácido úrico elevado.
  • Trata diarreia e mantém infecções afastadas por ação da melhoria da flora intestinal.

Mas, a utilização do repolho não é somente interna. Existem alguns usos possíveis via externa. Veja alguns deles:
1. Dor mamária por causa da amamentação
Devido à sucção dos seios maternos, o bebê pode provocar dor nos mesmos. Outra origem dessa dor é o leite congestionado. Seja por que razão for, este alimento consegue reduzir o inchaço e a dor. Para tal, basta por em cima dos seios folhas de repolho fresco. Verá que, em breve, não sentirá mais dor, nem notará inflamação.
2. Dores de cabeça
Caso sejam derivadas de sono, estresse e cansaço, deite o repolho na área a tratar. Tente abranger ambas as laterais da cabeça e, se preciso, aplique uma touca ou boné para prender as folhas.
3. Contusões e pancadas
Você somente necessita de por uma folha de repolho fresco na área a tratar. Pode fazer a mesma aplicação, em caso de dor nos tornozelos, nas articulações e nos joelhos. Se achar conveniente pode deixar as folhas atuarem de um dia para o outro, usando uma atadura.
4. Glândulas tireoides
O trabalho destas glândulas pode ser equilibrado através do repolho. Você só precisa de as colocar no pescoço e na garganta e, de seguida, embrulhar usando um lenço, para que o calor não se dissipe de noite! Na manhã seguinte, remova a compressa e passe a área por água.

Agora que falamos sobre o repolho e você aprendeu mais sobre ele, não deixe de usá-lo em seu proveito. A sua saúde agradece!

Fonte:
http://www.dicasonline.tv/repolho-beneficios-medicinais/

sábado, 4 de março de 2017

O que significa a etiqueta colada em uma fruta?

Você já deve ter visto milhares de vezes essas etiquetas coladas em bananas, maçãs, laranjas e vários outros tipos de frutas, mas você já se perguntou o porquê disso? 😖

Ao olhar essas etiquetas de perto, você verá não apenas um logotipo, mas também um código numérico. O que acontece é que esses números possuem informações muito úteis para o consumidor!

1. Código de 4 dígitos começando com 3 ou 4.
Estes números indicam que a fruta foi cultivada convencionalmente. As tecnologias utilizadas para o seu cultivo podem ter incluído pesticidas.

2. Código de 5 dígitos começando com 9
Frutas orgânicas! Essas frutas vêm diretamente das plantações.

3. Código de 5 dígitos começando com 8
O número “8” significa alimento geneticamente modificado — evite estes tipos de frutas!

 Fonte:
https://perfeito.guru/lb-se-voce-ver-um-8-em-uma-etiqueta-colada-em-uma-fruta-nao-compre/

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Repelentes

O aumento do número de casos e da gravidade da dengue no Rio de Janeiro fez com que as pessoas aumentassem o uso de repelentes, na busca de proteção contra o mosquito.
Quando se fala em repelentes, refere-se não apenas àqueles utilizados na pele, mas a todas as formas de afastar os indesejáveis insetos.
Repelente é toda substância que aplicada sobre a pele, roupas ou outras superfícies, impedindo que os mosquitos pousem ou rastejem naquela superfície.

Repelentes corporais - ingrediente ativo: DEET
Principais marcas: Autan, Off, Repelex e Exposis.
Os repelentes para uso na pele são variados e funcionam contra diferentes tipos de insetos. No ato da compra, é importante ler atentamente o rótulo e observar qual é o seu ingrediente ativo. DEET é abreviação para “dietil-n-toluamida”, substância patenteada pelo exército americano em 1946 e vendida no mercado mundial há mais de 50 anos. Atua interferindo nos aromas da pele humana, confundindo o inseto. É um repelente eficaz, mas pode ter efeitos tóxicos quando aplicado de forma sucessiva ou em concentrações superiores às recomendadas. Não deve ser utilizado em menores de seis meses de idade.
A ação protetora do DEET depende da concentração: sabe-se que as concentrações superiores a 30% têm ação mais prolongada. Concentrações baixas (de 5 a 10%) têm ação por tempo curto, necessitando aplicações mais freqüentes. Infelizmente, o uso repetido aumenta o risco de efeitos tóxicos.
No Brasil, país de temperaturas elevadas e úmidas, a concentração de DEET em torno de 30% pode conferir proteção em torno de 80%, durando cerca de 3 horas.
Há muita discussão em torno das principais marcas no mercado brasileiro, questionando sua concentração baixa de DEET, o que poderia interferir no resultado final.
Outro ponto negativo é que a maioria é perfumada e, como mostram os testes científicos, fragrâncias tendem a atrair insetos.
Recentemente o laboratório Osler lançou no Brasil o Exposis: encontrado na apresentação de spray e gel, com 50% de DEET, sendo recomendado para adultos e crianças maiores de dez anos de idade. A apresentação infantil pode ser usada em crianças acima de 2 anos e contém como princípio ativo a substância Bayrepel (icaridina), tão eficaz quanto o DEET, mas com menos efeitos indesejáveis e com ação lenta, garantindo proteção por cerca de 10 horas.
O DEET pode ser tóxico para olhos e boca, causando prurido (coceira), urticária e dermatite de contato. Em contato com a boca pode causar sensação de queimação nos lábios e língua. Recomenda-se evitar o uso em aerossol ou spray e não aplicar em pele inflamada ou irritada.

Repelentes químicos – Permetrina e derivados:
Principais marcas: SBP. Protector, Baygon, Raid, Rodox, Mortein
A permetrina é um inseticida, mas quando aplicada em vestimentas, telas e mosquiteiros, atua como repelente de contato, conferindo proteção maior de 90%. Não deve ser aplicada diretamente na pele, sob pena de reações como queimação, prurido (coceira) e erupção cutânea (rash).
- As reações mais comuns causadas pelos inseticidas dizem respeito à irritação do sistema respiratório pelo forte odor dos produtos, incomodando sobremaneira as pessoas alérgicas. 
- Modernamente, surgiram inseticidas em aerossol sem cheiro, o que por um lado facilita a aceitação pelas pessoas portadoras de alergia, mas pela falsa sensação de segurança, tendem a induzir o uso excessivo.
- Existem preparações inseticidas com permetrina em associação com outras substâncias para uso em tomadas elétricas e que liberam lentamente o princípio ativo. Pessoas portadoras de asma e rinite só devem utilizá-los sob orientação médica.
- O uso de inseticidas em espirais pode levar à maior irritação de mucosas e deve ser evitado pelos alérgicos.

Repelentes Botânicos
Principais tipos: Citronela, Cânfora, Alho, Eucalipto, casca de laranja e óleo de Andiroba
Citronela: um bom repelente deve ser irritante para o inseto e ter evaporação rápida. A citronela em concentração de 100% é evaporada em cerca de 10 minutos. Produz reações alérgicas em 2% dos seus usuários. Os estudos mostram resultados contraditórios: enquanto uns mostram alta proteção contra Aedes (cerca de 97% por 3 a 5 horas), outros não apontam eficácia. 
Óleo de andiroba: Pesquisa da Fiocruz com vela de andiroba mostrou 90% de proteção contra Aedes aegypti. Está em estudo o óleo de andiroba com 100% de proteção.
Velas: tem alcance restrito mas podem ser úteis em afastar o inseto.
Casca de Laranja, Alho, Cravo, Cânfora, Eucalipto: necessitam mais estudos para comproar a eficácia com relação ao Aedes aegypti.

Repelentes eletrônicos 
Emitem ondas ultrassônicas que repelem o inseto. No entanto, sua eficácia é baixa, já que os mosquitos podem se abrigar em locais livres do ultra som e resistir ao efeito.

Outras opções:
- Vitaminas B1 e B6: eficácia modesta, não protege indivíduos predispostos. Só tem ação em altas doses, o que pode incorrer em efeitos colaterais.
- Complexo B: não tem efeito protetor comprovado.
- Cápsulas de Alho: não tem eficácia comprovada.
- Óleos: uma medida que pode substituir o uso de repelentes é o uso de óleo mineral (Nujol) ou vegetal (óleo de amêndoas) após o banho. A presença do óleo dificultará a fixação do mosquito na pele.
- Pulseiras repelentes: contém um pequeno bolso onde é guardada pastilha de citronela, que deve ser trocada a cada 15 dias. As pulseiras são importadas, ainda não disponíveis no Brasil e não têm parecer técnico da ANVISA.
- Ventiladores: existe no mercado brasileiro um modelo que utiliza pastilha de repelente num recipiente próprio e um outro modelo gerador de ozônio que repele mosquitos.
- Raquetes elétricas para para matar mosquitos.
- Mosquiteiros com repelentes: fabricados no Japão com o inseticida incorporado às fibras e que funcionam como barreira química, matando os mosquitos que se aproximam. Têm duração de 3 a 5 anos. Estudo americano recente mostra que o uso de mosquiteiro tratado com inseticida é eficaz na redução do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue. Sabe-se que este mosquito não tem costume de picar à noite, mas tende a permanecer nas casas após se alimentar de sangue, especialmente em casas pequenas. Estes mosquiteiros são comercializados no Brasil e autorizados pela ANVISA, com apoio da OMS em modelos para camas, berços, redes e carrinhos de bebês.

Como usar repelentes de forma segura
- Antes de usar um repelente, leia o rótulo e obedeça a instrução de uso.
- Aplique o repelente nas áreas descobertas: braços, pernas, atrás das orelhas e no pescoço. Repasse-o a cada quatro horas, pois o suor reduz a ação da substância. Não use repelente sob as roupas.
- Não aplique em áreas de mucosa (boca e olhos), para evitar irritação.
- Não aplique repelente na pele irritada ou com cortes.
- Use uma quantidade do produto necessária apenas para cobrir levemente a pele exposta e/ou o vestuário. A aplicação de quantidades grandes não faz com que o produto funcione melhor e aumenta a chance de efeitos colaterais.
- A ANVISA recomenda o máximo de 3 vezes ao dia para uso de repelentes.

Dicas Especiais:
- Pessoas com Dermatite Atópica ou alergias na pele não devem usar repelentes sem consultar o médico. Lesões na pele causadas pela doença podem aumentar a absorção do produto e facilitar aparecimento de reações indesejáveis.
- Pessoas com Asma ou Rinite podem piorar sintomas em função do odor ativo dos repelentes e inseticidas. Consulte o médico antes de usar. 
- Repelentes podem ser tóxicos: guarde o produto fora do alcance das crianças.
- Ao aplicar repelentes em uma criança, coloque um pouco nas mãos e só então espalhe na pele infantil. Não aplique nas mãos da criança, para evitar que inadvertidamente coce o olho ou leve a mão à boca, ingerindo o produto.
- Se notar irritação da pele, erupção cutânea ou qualquer outro sintoma que acredita ter sido provocado pelo repelente, pare de usar o produto, lave a parte afetada com água e sabonete e entre em contato com o médico ou com o posto de saúde. Se você tiver consulta médica, leve o produto para mostrá-lo ao médico.
Para encerrar, é importante lembrar que independente do uso de repelentes, existem medidas eficazes, simples e saudáveis para evitar mosquitos, como:
- Vestir calças compridas, sapatos fechados e meias.
- Fechar janelas ao entardecer,
- Usar telas de proteções nas janelas e portas,
- Usar mosquiteiros.
- Evitar locais onde haja maior freqüência de insetos picadores (campos, porões, proximidade de lixeiras, etc.).
- Evitar: perfumes, loções ou óleos perfumados, pois fragrâncias atraem insetos.
- Evitar roupas com cores vivas e brilhantes. Cores em tons de azul, verde ou branco, atraem menos os insetos.
E, claro, não descuide dos cuidados específicos de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue. Não basta eliminar o mosquito se não acabar com os criadouros de larvas: qualquer recipiente que acumule água pode ser uma fonte para a doença!
Repelentes em geral causam pouca alergia.
Mesmo assim, pessoas alérgicas devem consultar o médico antes do uso.

Fonte:
http://blogdalergia.blogspot.com.br/2008_04_01_archive.html?m=1